domingo, 26 de agosto de 2012

LEVEL EASY OU HARD? (games casuais e games hardcore)

Eu vou logo dizendo que sou do tempo em que os games eram difíceis. 
Já sei, você vai argumentar que jogar um BioShock ou Metal Gear não é exatamente o que podemos chamar de tarefa easy que você faz com as mãos amarradas assistindo pokemón. Mas antes que você atire o controle do X-Box na minha cabeça eu gostaria de explicar o que estou dizendo. Veja bem:
Você entra num site como o Velho Noob pra ler a matéria sobre aquele game bacanudo que você gosta. Ou "gostava", sendo que a coisa mais nova que eu (Felipe Lacerda) escrevi aqui foi de 2006, eu acho.
De qualquer forma, um componente que é comentado muitas vezes em análises e debates assim é a dificuldade de um jogo. Muitas vezes gamers não irão comprar um jogo específico se a dificuldade for muita ou pouca demais, e isso acaba criando rótulos desnecessários que podem desmerecer o jogo como um todo. Ui, ele fala complicado. Ignore essa eloquência desmedida e preste atenção: Hoje em dia parece que as produtoras não estão mais tão focadas na dificuldade, mas na experiência como um todo para o jogador, de modo que o game se torne acessível para mais pessoas. Mas e a dificuldade que os gamers hardcore buscam, como é que fica nessa história? Pra quem teve que se virar pra entender o controle do Rock'n'Roll Racing, como faz?

Eu me sinto pessoalmente ultrajado com um jogo tipo God of War (eu juro que até gostei bastaaante do game, juro) Esta nova abordagem das empresas acabou criando um novo tipo de gamer, o gamer casual, ao mesmo tempo em que traz uma certa amargura para “gamers old school”, acostumados aos games desafiadores da época do Master System ou do Super Nintendo. Esse gamer casual é aquele cara que já não tem mais tanto tempo livre e/ou os games de hoje não representam mais um desafio intelectual tão avançado assim.
Você pode até dizer que seu game preferido ai vai exigir muito do seu cérebro. Mas quem é velho e já estava soprando cartuchos em 92 entende muito além o que é necessário a um game para roubar sua madrugada de sono. Não quero ser retrógrado nem exageradamente nostálgico a ponto de falar que de 2000 pra cá nada presta. Por mais que tenha um lado meu que pense assim. Mas a verdade é que estou falando de um cara que viveu uma outra época e não entende muito bem o que se passa hoje em dia. É esse meu caso. Confesso que fico até meio desnorteado com a avalanche de coisas que a molecada hoje consegue digerir e descartar numa velocidade incrível.
Para piorar a situação dos tiozão do fliperama,  muitos desenvolvedores parecem não saber implementar a dificuldade de maneira satisfatória, de modo que muitos jogos acabam se tornando ruins e/ou frustrantes ao ponto de ser impossível terminá-los.
Vejamos, a primeira vez que o inimigo aparece em qualquer jogo, uma mensagem normalmente surge para explicar como tudo funciona e até dá umas dicas para o jogador derrotá-lo. Muitos jogos não aplicam isto da forma correta (abusando dos tutoriais), e aí um pilar extremamente importante no jogo – a sensação de conquista, o aprendizado – é perdido. Alguém ensinou você a jogar Shinobi quando você alugou o cartucho do seu Master System?

Convenhamos, muitas vezes nós nem precisamos de uma mensagem na tela falando o que devemos fazer em certo momento. "Para andar, use o analógico esquerdo" ...porra, sério? Você pega um game como o Metal Gear Snake Eater  (que é um game maravilhosamente bem feito) e os primeiros vinte minutos do game tratam você como um completo retardado mental incapaz de testar os botões do playstation até encontrar o botão que faz você subir numa árvore.

Isto nos faz voltar para uma época onde instruções eram escassas e as únicas fontes de informações eram as revistas ou manuais dos jogos (manuais que, hoje em dia, só trazem informações inúteis, diga-se de passagem). Se eu não tivesse um exemplo da SGP em mãos, eu não conseguia dar os Fatalities, juro. Hoje em dia tem games de luta que chegam ao cúmulo de mostrar os comandos na tela de PAUSE.
Quando Street Fighter foi lançado, ninguém sabia soltar um Hadouken já de primeira, tudo era baseado na pura sorte, no método de tentativa e erro. E isso treinou guerreiros, talhou homens e construiu adultos sadios.
Por isso, o sentimento de descoberta era grande nas gerações passadas, uma vez que aprender o golpe, o caminho ou a maneira certa de superar um obstáculo era um exercício que demanda paciência e determinação, mas se convertia em algo extremamente gratificante para o jogador. Sem contar que isso transformava você na lenda do fliperama. 

Hoje, com o advento da internet tudo isto foi perdido. Se alguém trava em uma parte do jogo, basta dar um pulo no Youtube ver o vídeo de outra pessoa fazendo, ou buscar alguma dica ou macete em sites especializados. Quando joguei YS no meu Master System em mil novencentos e não interessa, eu travei numa parte muito difícil, sem fazer a menor idéia de como resolver a parada. Esse mês eu joguei o game no emulador e descobri um detonado que tinha inclusive prints montados no photoshop que me mostravam TODA A PORCARIA DOS LABIRINTOS E MAPAS DO JOGO, ITENS ESCONDIDOS E HP DOS INIMIGOS. Mais uma vez eu me senti um daqueles moleques da AACD.
Não que eu não goste disso. Eu vivo de tecnologia e ela é meu ganha pão. Mas no fator desafio dos games, saímos perdendo feio.
Temos que considerar também que os jogos antigos eram difíceis propositalmente para aumentar o tempo de jogo. Clássicos como Sonic 2 e Super Mario Bros. até podem ser terminados em algumas horas, mas naquela época a falta de recursos para salvar seu progresso (aliado à dificuldade impiedosa do jogo em si) trazia meses de divertimento em cima de apenas um jogo. Para alegria do dono da locadora que levava meus golds todo fim de semana.
Com certeza um “save game” fazia falta, mas é justamente pela escassez deste tipo de recurso que os jogos de antigamente – mesmo infinitamente mais simples tecnicamente -, eram muito mais difíceis que os enormes blockbusters de hoje em dia, que requerem dezenas de horas de jogo para serem terminados. 

Atualmente a maioria dos jogos parece ir pelo caminho mais fácil (com o perdão do trocadilho), simplesmente colocando uma dificuldade mínima para que todos consigam aproveitar, e por “todos” estamos contando também os gamers casuais, os gamers iniciantes e os moleques da AACD.
A ideia de transformar videogames em “centrais de entretenimento para toda a família” traz uma obrigação implícita para os desenvolvedores, que devem criar jogos com o objetivo de agradar o pai que cresceu jogando videogame, mas também a filha que curte joguinhos de redes sociais. E eu vomito toda vez que vejo alguém jogando boliche no Nintendo Wii.
Claro que, em defesa dos games novos, eu posso dizer que os games de hoje são infinitamente mais bem pensados que os games de antigamente, em termos de entretenimento e história. Hoje, aplica-se uma verdadeira técnica narrativa na construção de um roteiro e cada cena que você vai jogando (eu realmente quase chorei com Snake Eater quando ele vai subindo aquela escadinha infinita ao som da música tema).
Foi um game que me prendeu sobremaneira, mesmo tendo eu jogado ele de forma casual. E isto é um enorme fenômeno na indústria: o “lado casual” está cada vez mais forte, pois empresas grandes como a Electronic Arts estão investindo (e comprando) desenvolvedoras menores como a PopCap, a Konami está fazendo uma parceria com a Zynga, e a Rovio, criadora do hit Angry Birds (salvador das minhas esperas longas enquanto minha namorada escolhe um par de sapatos), se firma como uma das empresas mais bem sucedidas da indústria.

Se o público casual está maior então a necessidade de tornar os jogos mais acessíveis também fica maior. A série Assassin’s Creed é um exemplo perfeito para isto: embora o primeiro jogo da série colocasse-nos no papel de um assassino com várias armas e acessórios para matar seus alvos, ele apresentava uma boa dificuldade pelos modos inventivos com que o jogador tinha e se familiarizar para completar seu objetivo, visto que sair matando todo mundo na cara e na coragem geralmente não era a melhor opção. Eu aprendi isso jogando Hitman. E nunca fui muito bom nesse jeitão Splinter Cell de ser. Mas voltando ao que houve no Assassins Creed, com as continuações, os protagonistas foram ganhando mais armas e mais acessórios para matar seus inimigos de maneiras mais rápidas, estilosas… e fáceis. Se Altaïr demorava muito tempo para acabar com 3 ou 4 guerreiros ao mesmo tempo, Ezio tem tantas formas de matar que uma série de “counters” bem colocados acaba com um grupo de 5 ou 6 inimigos em segundos. Pense em você jogando After Burner no Mega Drive. Agora pense em você jogando Ace Combat no seu computador ou Playstation. Existe uma grande diferença de experiência, não apenas gráfica. É por ai. A mudança de dificuldade faz o personagem Ezio muito mais forte e também deixa o jogo muito mais fácil, colocando a fluidez da história cinemática – que, convenhamos, é muito boa – no lugar do desafio.
Claro que a mudança foi bem sucedida: Assassin’s Creed é uma série muito famosa e com certeza terá muitas continuações no futuro. Mas se ele continuar a seguir os passos feitos em Revelations, vai acabar ficando cada vez mais parecido com um filme interativo, pois sua ação cinematográfica sem nenhum desafio acaba tornando-o bom de se assistir, não de se jogar.
Temos também o lado completamente contrário, o da dificuldade extrema, que anda em sendo representado: Demon Souls e sua continuação espiritual, Dark Souls, conseguiu uma legião de fãs por aparecer na hora certa e no lugar certo. O jogo em si é muito bem feito, mas seu grande diferencial – que deu o enorme empurrão em sua popularidade – foi sua dificuldade insana, que satisfez a própria necessidade dos gamers hardcore de jogarem alguma coisa realmente desafiadora, onde poderiam morrer já nos primeiros minutos de jogo. Se bobear, nego morria no CG.

Super Meat Boy foi outro game que contribuiu com o lado hardcore desta equação, pois trouxe as raízes de jogos como Ninja Gaiden, Contra e Castlevania em um título criativo, simpático e com a maior “cara” de casual, mas que possui um desafio absurdo. E nem preciso falar do LIMBO, que me fez perder a vida social durante uma semana inteira. Quanto ao Super Mear Boy, sua mania de obrigar o jogador a realizar pulos precisos e certeiros para passar de fase, com boss fights cheias de adrenalina e pensamento rápido para vencer os obstáculos fez dele um título tão viciante quanto difícil. Os Retrogamers Pira.
Estes, e algus outros games recentes, conseguiram trazer um nível de dificuldade acima da média, mas é uma dificuldade recompensadora, estimulante, e isto é exatamente o que precisamos na indústria de games. Não queremos jogos fáceis demais ou difíceis demais, queremos jogos desafiadores e estimulantes.

Essa ideia de rotular games é perda de tempo. Afinal, o que te impede de ser um jogador hardcore e experimentar uns jogos casuais de vez em quando? Meu tablet está cheio de games excelente para a fila do banco. Você pode continuar jogando seu Dark Souls ou seu Diablo, mas não há nada te proibindo de dar uma chance a Kirby’s Epic Yarn (se voce for muito gay) ou Plants Vs. Zombies (se você for muito LOL). Todos estes jogos são ótimos e os gamers, tanto hardcore quanto casuais, deveriam experimentar todo tipo de jogo antes de criar preconceitos.

Meu conselho é: experimente todos os jogos possíveis e não se prenda a rótulos dados por outras pessoas. Se o jogo te mantém interessado e é divertido de se jogar, ótimo, curta-o independente dele ser casual o hardcore. Ou de ser do ano passado ou de mil novecentos e atari.
O melhor que se pode fazer é testar e entender a experiência única que cada jogo visa nos proporcionar, sempre de mente aberta para novas ideias e livre das “correntes” de “gamer hardcore” que só existem na nossa cabeça. No fundo, games são games, e o que a gente quer é se divertir com eles!
Afinal de contas, quando eu era pequeno até bolinha de gude me entretinha!


E AÊ? GOSTOU DA MATÉRIA?  AGORA QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI, QUE TAL DEIXAR SUA OPINIÃO NA CAIXINHA DE COMENTÁRIOS AQUI EMBAIXO? FALE SOBRE SUA EXPERIÊNCIA COM GAMES E O QUE VOCÊ ACHOU DO QUE ACABOU DE LER. 
Eu DUVIDO que você concorda com tudo.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

NOOB's DA SEMANA

EXTRA EXTRA pela primeiríssima vez o Velho Noob está fazendo o LINKS DA SEMANA, com as melhores indicações que recebemos! Pra estrear nosso espaço semanal de indicações, selecionamos alguns links do grupo do FaceBook  "SOCIEDADE DOS BLOGUEIROS POBRES"  que nos foram sugeridos, nós gostamos e trouxemos até você! 

Então aproveita ae que toda sexta feira teremos mais sugestões nerd par você!


INUTILIDADE PÚBLICA = > Dia do folclore tenso, muito tenso.









Quer sugerir algum link para a semana? Deixe ai nos comentários! Abração! 



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Call of Cthullu - horrores do Mito na sua tela.


Eu não sou exatamente um cara que gosta de jogos muito modernosos, por isso trabalho aqui com pessoas que possuem coordenação motora suficiente para apertar os 458 botões de um X-Box. Mas eu, sob indicação do grande amigo gamer (e colaborador do VN) Adonay Cesar  - que assina como Stafford aqui - instalei no meu note o jogo Call of... Cuxulu? Cutúlu? kuduru?
Ninguém sabe escrever o nome desse jogo. Pronunciar então, é uma tarefa difícil. Então vamos parar de tentar e vamos logo falar sobre call of... xuxulu. 
Esse jogo ficou seis anos sendo produzido por companhias vagabundas que iam à falência uma POR DETRÁS da outra, até finalmente ser portado e lançado pro XBOX e depois ser portado de volta pro PC pra ver se rendia algum gold. DEVE SER por isso que ocupa só dois CDs e não exige máquina rápida demais. Ele foi lançado para X-Box também, e minhas fontes seguras garantem que os jogos do X-box rodam belezinha no X-Box 360, então você pode procurar na sua gamestore preferida.
Esse jogo é... bom, você deve estar se perguntando por que o senhor old school aqui está escrevendo sobre esse game que é de 2006, relativamente novo em comparação às velharias arqueológicas sobre as quais eu geralmente escrevo.
E vou explicar.
ESSE JOGO É FODEROSAMENTE MARAVILHOSO.
É um arcade adventure, só que a parte arcade é um first person shooter (FPS) que usa o engine do MORROWIND, mas mil vezes mais rápido. Traduzindo pro leigo, os gráficos são decentes e é cheio de efeitos especiais de luz.
Tenho uma teoria que a única vantagem real que eu enxergo nos games novos em relação aos antigos, é que nos games novos, com gráficos e coisas maravilhosamente avançadas, pode-se realmente se contar uma bela história, com todas as nuances de um bom filme. Isso me impressiona desde a primeira vez que rodei Silent Hill no meu PSX. E se quer saber, acho que os jogos de terror dos 16 bits eram ridículos, nada assustador, por questões óbvias. Assustar o jogador mesmo só se tornou possível depois do playstation.
Quem discorda, use a caixinha de comentário.
Mas naquele tenso ano de 2006 foi lançado o game Call of Ctchullu The darks Cornes of The Earth , que é um game muito CORAJOSO & ORIGINAL, com várias inovações e decisões bizarras por parte dos programadores. Claro que isso iria desagradar meio mundo, esse bando de caretas que acha que FPS precisa causar ataques epilépticos no jogador de tanta luz tiro bomba granada grito fogo fumaça e movimento.. Mas eu gostei muito e é o melhor que joguei esse ano. E olha que esse ano eu joguei Rayman Origins.
Primeiro, o jogo é honesto e se revela desde o início como um arcade adventure clássico dos anos 90, incluindo a jogabilidade estranha de propósito como parte integrante da experiência. Vejam bem:
Não tem interface nenhuma, o jogo ocupa a tela toda, sem ponteiro de mouse e nada; essa decisão te impede de saber coisas como energia e número de balas, o que funciona muito bem para TRADUZIR FIELMENTE a sensação de estar diante dos HORRORES, porque não tem o que fazer, é melhor se matar logo antes de perder a sanidade e acho que é o que vou fazer depois de terminar este review. 
E também é o que o personagem principal faz logo no início, que a história é contada através do diário dele.
Ops, spoillers.

Outro detalhe estranho: Tu só pega arma quase na metade do jogo, até lá só pode fugir e se esconder dos inimigos; As armas não recarregam automaticamente, tem que fazer isso na mão e elas demoram bastante pra carregar, além de terem poucas balas, pois são armas de 1920; Nada de rocket launchers teleguiados.
Não tem MIRA na tela e é difícil de acertar os inimigos, tem que usar a mira de metal na arma mesmo, de forma mais realista, sendo que ao esticar a arma pra mirar, cansa o braço do protagonista e fica mais difícil ainda. Vamos entender que o físico do personagem é bastante explorado nessa experiência gamística.
Tem umas sequências arcade-adventure puras que lembram os jogos dos anos 80 e começo dos 90; a primeira cena de ação mesmo, quando os sujeitos bizarros de Innsmouth (a cidade macabra onde se passa o game) querem te pegar no quarto de hotel, é incrivelmente difícil (acho que é a mais difícil do jogo), exige altas adivinhações do que fazer em poucos segundos e qualquer erro é tudo de novo. Mesmo assim TRADUZ FIELMENTE a cena descrita pelo Lovecraft na história "Shadow over Innsmouth", em que toda a população de caipiras-deformados-que-na-verdade-são-descendentes-de-deuses-alienígenas-que-moram-no-fundo-do-oceano querem pegar o sujeito (você) que tá fechado num quarto de hotel e vão tentando derrubar as portas enquanto ele (você) vai correndo de um quarto pro outro trancando ferrolhos e pulando pelas janelas. Bom demais, mas como todo o resto do jogo, só fãs do Lovecraft ou dos arcade adventures velhos vão gostar. (Claro que o público é limitado pra caralho, porque além de tudo o fã bitolado demais vai choramingar com o fato de tantas referências gratuitas ao mito e vai achar que trataram tudo com leviandade, afinal, MEU DEUS DO CÉU, AI, AI, AAAAAAAAAI, o cara tem um Unausprechlichen Kulten solto na mesa e só existem SEIS, S-E-I-S volumes no mundo todo, e meu DEUS DO CÉU ELE ESTÁ LUTANDO CONTRA O DAGON COM UMA ESPINGARDINHA, isso não pode!) (O último parágrafo só foi entendido por quem leu os livros do H.P Lovecraft e eu não vou explicar. se vire e comece a ler. A ignorância não é uma coisa muito bonita).
Um ponto marcante também é que os saves são em checkpoints, que é pra tu não salvar toda hora e ficar sem medo de morrer. No jogo você precisa lidar com o fato imediato de que sua morte é só uma questão de tempo.
O detetive que tu controla se fode por qualquer coisa: Se ele cai de uma altura razoável já se quebra todo e sai mancando, e se leva uns dois tiros, já morre. Também pode morrer se levar um tiro e ficar sangrando por falta de curativos. O sistema de cura é através de vários itens no inventário, como talas e fios pra sutura e ataduras, que devem ser colocados na parte do corpo que está ferida. Você decide isso. Cada parte ferida causa um efeito na jogabilidade, tipo mancar ou andar devagar, não poder pular, não poder atirar direito, não enxergar ou ouvir e ir perdendo a consciência, tudo isso representado por alterações interessantes nos gráficos, sons e controles. Também pode aplicar umas injeções de morfina, causando mais efeitos legais. Eu honestamente não saquei muito bem o que a morfina faz, tudo o que se percebe é uma viagem muito louca na visão do jogador.
Os efeitos 3D também são usados para complicar (ou melhorar, no meu ver) ainda mais a jogabilidade: Se tu tá em alturas, o som começa a diminuir e a visão fica nublada e começa a ir e vir num efeito muito bom de vertigem, que quanto mais alto tu tá, pior fica. A explicação disso? Seu personagem tem medo de altura. E isso dificulta um monte ao andar por telhados e vigas como tem que fazer em algumas partes. Inclusive se tu fica olhando muito pra baixo pendurado em uma corda ou escada, é capaz até VOCÊ vomitar. Encima do teclado. O miojo que você comeu.
O personagem, também numa tradução fiel da da escrita tosca e divertida pra cacete do Lovecraft, sofre de ataques de viadagen loucura progressiva quando exposto a coisas assustadoras ou às criaturas do MITO, e as reações vão desde alterações de visão à paranóia quando ele fica em lugares muito escuros e apertados e começa a resmungar feito um louco, murmurando que está sendo seguido e que vai morrer, ou começa a carregar e descarregar sozinho a arma, ou ainda pode começar a perder a sanidade e ter alucinações audiovisuais. Se tu exagerar na exposição ao mito e FICAR ENCARANDO UM SHOGOTH ou ficar fechado numa sala onde o Chtulhu é idolatrado, pode rolar uma perda total de sanidade e se tu tiver com uma arma na mão ele vai se matar.
É realmente perturbador, numa sala escura, sem nada acontecendo, e seu personagem (cuja visão você está vivendo na primeira pessoa) começa a simplesmente falar sozinho, do nada, dizendo que "eles estão vindo me pegar, ouço os passos". E não tem porcaria de passo nenhum.
Mas tu já se borra de medo. O jogo é eficiente nisso.

Quanto a história, é principalmente aproveitada de "Shadow over Innsmouth", e não vou entrar muito em detalhes pois os mitos de Cthullu são descritos em vários livros. Mas eu diria que tem um pouco mais de "The Shadow Out of Time" e menos de "Call of the Cthulhu" propriamente dito, mas aparecem muitas outras criaturas, textos e representações do mito e é o jogo que mais tem coisa do mundo do H.P Lovecraft, sendo uma diversão nerd extra ficar reconhecendo os elementos. E se revoltando com o modo como são utilizados gratuitamente, se tu for um fã mais xiita.
Resumindo, você é um detetive que vai procurar por um cara que desapareceu em Innsmouth em 1920 e o cenário é bom demais, com os veículos e armas da época. Tudo muito bem ambientado. A cidade é muito fiel à descrição do Lovecraft, desde os habitantes aos nomes das ruas, e vai explorar muitos outros cenários, como uma refinaria que tem até um Shogoth dando sopa e um barco indo pro Devil's Reef, além do Templo da Ordem Esotérica de Daigon, mas não vou te spoilear mais. Jogue o jogo e leia o livro, se tiver coragem.

As PRINCIPAIS CRITICAS dos fãns sobre o jogo são:

I) O uso aleatório e gratuito de coisas do mito só pra mostrar que é do Lovecraft (Eu não vejo nada demais nisso, tem mais é que extrapolar mesmo, é só um videogame).
II) A jogabilidade dificultada (pra mim tem mais é que ser dificultada mesmo, é de propósito e era assim que os arcadea-dventures funcionavam, além de servir muito bem na atmosfera do jogo).
III)  Não reproduz FIELMENTE DE VERDADE MESMO SÉRIO PRA CARALHO diálogos e cenário de 1920 (o que quero dizer é que a linguagem dos personagens são bastante contemporâneas)
IV) O jogo não reproduz os textos cheios de ADJETIVOS CICLÓPICOS & ESCAMOSOS característicos do Lovecraft. Ok, ia ser divertido pra caralho se fizesse isso. Como também seria justo voltar no tempo e dizer pro Lovecraft que seus textos considerados vagabundos, que não renderam nada pra ele durante a vida e que ele achou que nunca receberiam atenção, acabaram dando milhões pra fazedores de filmes toscos, escritores caça-níqueis, Stephen Kings e editoras de RPG e GANHARAM EDIÇÃO DE CAPA DURA DA LIBRARY OF AMERICA, mas tudo bem.



Os sons são bons, os gráficos são decentes e os efeitos são bizarros e originais e este é o melhor jogo ruim que eu já vi, baseado no melhor escritor ruim que eu já li. Vale demais a pena você baixar uns pdf dos livros e colocar ai no seu tablet. Toda a zoação na jogabilidade funcionou perfeitamente e vou garantir a esta obra 3  polegares estendidos e uma estrelinha de "você brilhou". MAS eu devo ser louco, porque ninguém mais gostou disso. Bom, testem aí e me avisem, mas não me falem sobre desrespeito ao Mito. Porra, todos os filmes e todos os outros jogos que tem algo a ver desrespeitaram muito mais. Em hollywood, qualquer babaca retardado com um Kit de Arqueologia tem um Necronomicon na estante.

Minha avaliação final é que esse jogo é uma excelente e imersiva experiência nos videogames.

O Oscar do Velho Noob vai para a cena com o bêbado no porto. É simplesmente maravilhosa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

[DOSSIÊ] SONIC: THE HEDGEHOG - (Simplesmente não dá pra ser mais clássico que isso).


Eu tenho 25 anos. E esse game danadinho de foda foi o que veio na memória do meu Master System. Naquela época, era Sonic ou Alex kidd. E eu sou da galera que ficou com o Sonic. 
Então, eu tratei de ZERAR cada um dos games clássicos da franquia pra escrever um mega dossiê detalhado sobre SONIC. Aproveite a matéria e persista até o fim, cavalheiros, pois é do ouriço azul que vou falar hoje. O VELHO NOOB tem o orgulho de apresentar essa crássico com C maiúsculo que foi a primeira trilogia de quatro games da história. Duvida? Achava que apenas O Guia do Mochileiro das Galáxias tinha esse privilégio? POBRE MORTAL… naquela época onde a TV Colosso preenchia nossas manhãs com algo muito melhor que a Maysa, Sonic & cia sacudiam os Mega Drives e Master System do mundo inteiro!
Mais rápido do que Super Mario pirata do Phantom System, mais apelão que Final Fantasy em console de 8 bits e com um vilão insistente que nem o Bowser, o Dr. Willy, o Bison e o Drácula do Castlevania, o rato-ouriço (ou porco-espinho, ou gato azul, ou ouriço, ou o ornitorrinco de duas cabeças, ou o raio que o parta azul) foi criado especialmente pra ser um mascote fodástico da SEGA, pra medir forças diretamente com um certo encanador metido a Marido Substituto por aí. Pegando carona no vácuo de mascotes apagados que a Sega tentou emplacar, como Alex Kidd e Psycho Fox, Sonic chegou dando porrada nos dois botões daquela época (CHUPA 457 botões do X-BOX!).

Bom, no final, todo mundo sabe…Sonic acabou apagado por péssimas sequências (embora o Sonic Adventures do DreamCast não seja de jogar fora totalmente…) e enveredou por games de corrida, RPG, luta (Sonic Fighting, ARRRRGH!) e até de olimpíadas de inverno (???!). Mas, por graça de Sephiroth e dos deuses pagãos dos cartuchos de 8 megas, lentamente a softhouse de necessidades especiais (lê-se CEGA) vem recuperando o brilho desse seu protagonista de espécie indefinida! E aqui no VELHO NOOBÃO você vai ver a incrível trilogia de quatro games lançados pro Mega Drive, com todas as Esmeraldas do Caos que tem direito!
Eu esperava escrever isso desde o primeiro post desse site.

Sonic: the Hedgehog (1991)

E vamos voltar no túnel do tempo aos verdes anos de 1991! A Rede Manchete passava em suas telas as belezas naturais da Juma Marruá, vivíamos o sucesso “avassalador” do Dynavision Radical, o Super NES era apenas uma fofoca de locadora… e eis que a Sega, pra enfiar o bicudo no pau da barraca com seu novo Mega Drive/Genesis, reuniu sua turma de programadores escravos e ordenou: HAJA SONIC! E eis que, em junho de 1991, nós fomos brindados com o incrível game do porco azul, correndo, dando loopings, voando nas rampas e salvando os bichinhos da floresta que foram transformados em robôs (cuti-cuti). Claro, porque se você é um robô malígno que quer dominar o mundo, o que você faz é sequestrar bichinhos fofinhos da floresta e transformar eles em máquinas de refrigerante com

sábado, 11 de agosto de 2012

Darksider - "Wraf ofi Uor"


Sabe aquele game que você se surpreende?
Não pelos gráficos incríveis, nem pela jogabilidade inovadora, mas pelo simples e único fato de não ser tão clichê quanto você pensava que seria. Por trazer algo diferente, tanto em questão de história quanto em jogabilidade. Esse é o caso de Darksiders Wrath of War. (e sim o nome tem wrath of war) A história do jogo gira em torno dos quatro cavaleiros do apocalipse versão updated ultra-overclock. Resumindo a história, no início de tudo, existia o céu e o inferno, e os dois caíram na porrada e isso durou séculos. Até que o conselho (Deus?) criou os quatro cavaleiros para que a guerra cessasse. Nesse meio tempo surgiu o reino dos humanos. Então foi profetizado que os humanos seriam o terceiro reino e que no apocalipse a guerra seria na terra valendo o domínio da humanidade (sacanagem não? A gente só sai perdendo nessa). Agora dando um dash para o agora, a guerra começa novamente, só que antes do tempo. E War o cavaleiro vermelho desce à terra para por ordem na bagunça.
O jogo começa com você todo fodão descendo o sarrafo em anjos e demônios regaçando tudo no melhor estilo passar um mel no bico. Isso porque você topa com um demônio tão grande quando um segurança de balada bombado que te senta a porrada e você vai para o inferno e você perde todos os seus poderes (qualquer semelhança com god of war 2, inclusive o chefe gigante, ir para o inferno e perder poderes é mera coincidência). Daí todo mundo acha que você foi o culpado pela micareta apocalíptica, antecipação do apocalipse, que tanto anjos quanto demônios, querem sua cabeça. Aí sim o game começa de verdade. Com war tentando provar que veio para por ordem no bordel e não começar a bagunça. Para piorar ele é acompanhado o jogo todo pelo observador, um... treco ser que fica dentro da luva de war e tem o poder de torturá-lo se ele não seguir as ordens do conselho.
A jogabilidade do jogo é do típico hack n’ slash com alguns elementos de exploração. Como o mundo semi- aberto. Para ir onde quiser deverá ter algumas habilidades especiais, mas você não tem que seguir uma seqüência de estágios sem volta como god of war. Aliás, isso pode ser também algo muito chato, levando- se em consideração que em alguns momentos, como quando você tem que achar fragmentos de uma espada, que o jogo vira um simulador de hipismo from hell. Os combos da espada são meio lentos e pouco variados, mas são divertidos e os finishes dão um ar mais foda ao jogo e justificam o fato do personagem de chamar war. O combate com o cavalo poderia ser mais completo, porém em certos momentos ele deixa a monotonia e se torna épico utilizando-se de um pouco de cinematografia no combates a chefes em que se usa o cavalo. Os momentos Prince of persia também são mera coincidência, isso sem citar que há todo um estágio do jogo que foi uma cópia fiel de portal. Tão chato quanto o jogo. Os gráficos do jogo são bons, porém muito coloridinhos pro meu gosto o que tira o clima epic do game. O que torna o game mais foda é a personalidade honrada justa e impiedosa de war. A voz do dublador ficou muito foda também. Mais o ponto forte nesse jogo são os chefes. Gigantes, as vezes pequenos, e com combates que variam bastante do esquiva, esquiva, ataca dos hack n’ slash.
Ao longo do jogo você também encontra os ancients que são nefilins, filhos de anjos ou funkeiros demônios com humanos. Que nunca morrem e tem certos poderes. Um dele é Ulthane um ferreiro que fica amigo de War. Além dos ancients você também pode coletar artefatos e até os pedaços da armadura Mark 5 abyssal armor. O jogo é bem grande então prepare-se para demorar meses jogando ou pelo menos dias se você for um vagabundo Hardcore Player.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LEVEL UP!

Ah, uma coisa é certa nessa vida: As coisas Mudam. É uma lei natural, como o ciclo do sol, a metamorfose da borboleta e o período menstrual da sua namorada. São coisas que você precisa lidar da melhor forma possível, sem maiores baixas. Tudo muda. O tempo todo. Parece que ontem mesmo eu estava no busão levando pra casa meu novíssimo Master System III Compact, com o Sonic na memória.
E hoje você está aguardando Resident Evil 6 pra jogar no seu ultra moderno X-Box. Sim, amiguinhos, manolos e manolas, tudo muda.
E com o Velho Noob não é diferente.
Estamos entrando numa segunda temporada do site, e esse que começou como uma brincadeira descompromissada, inspirada em sites similares, como o RetroPlayers , agora virou gente grande. A quantidade de acessos diários, para meu completo espanto, foi crescendo cada vez mais. Mas quando eu tive essa idéia, de fazer um site pra falar dos games que eu gostava quando era mais "moço", eu sequer imaginava que as coisas iriam ser tão bem aceitas. Isso é bom, muito bom. 
Lembro que na época, novembro do ano passado, eu dei uma entrevista num blog chamado Inutilidade Pública (que hoje é um dos nossos parceiros) falando do projeto. Quem quiser conferir essa entrevista, pode dar uma clicada aqui, ó.  O nome "Velho Noob" nem existia na época, mas nessa entrevista eu falo dos projetos que estavam em minha cabeça. Desses projetos todos que eu falei lá, muitos viraram o que hoje é nosso blog preferido de besteiras nostálgicas. A idéia nasceu do fato de que 99,8% dos blogs que eu lia (e leio) sobre retrogames são técnicos demais, cheios de gente especialista falando. E na maioria das vezes, tudo muito chato. Eu queria fazer algo diferente. Queria usar minha vaaaasta experiência com esses velhos cartuchos para algo além de entediar o leitor com bits e bytes. Eu queria usar do que faço de melhor - humor - para tornar esse lugar uma espécie de bate papo entre gerações, uma conversa afiada sobre o modo como os games são e eram... e principalmente, um lugar onde poderíamos ter uma conversa de locadora. Se você tem menos de 18 anos talvez não saiba o que isso quer dizer, mas conversa de locadora é aquela conversa sobre games do ponto de vista do jogador, do ponto de vista de quem aperta os botões no joystick. Eu queria passar, nessas matérias, a mesma sensação que tenho quando sento pra conversar com meus amigos sobre games. Um bate papo honesto, direto, experiente, mas sempre muito pautado pela irreverência.
Por uma razão muito simples: Eu não sou uma pessoa séria. Pelo menos não na maior parte do tempo.


Mas vamos voltar para as mudanças: Eu não vou negar que o Velho Noob tem um público surpreendente. O que significa que muita gente começou a crescer o olho, e isso é muito bom, financeiramente falando. Só que eu recusei algumas propostas de publicidade, pois acredito que o modo como as coisas seriam acabariam por atrapalhar um pouco nossa diversão. Um deles eu recusei pois o "patrocinador" queria limitar um pouco as coisas aqui. Como cortar os palavrões nas matérias, por exemplo. Bom, eu admito que deixar de falar um ou outro palavrãozinho iria tornar nosso público mais abrangente e talvez trazer a galerinha do Nintendo Wii mais pra perto (tu dum tss) , mas isso estragaria nossa diversão, como já disse. E olha, eu não preciso do dinheiro aqui. Eu tenho meu trabalho, tenho meu ganha pão, e gosto do modo como as coisas vão indo. O Velho Noob É e SEMPRE SERÁ nosso cantinho de rir um bocado. Nada de censura, podem apostar. Nem por muita grana.
(bom... talvez por muuuuuuita grana meeeeesssmoooo)
Então, eu descartei essas possibilidades semanas atrás.
Mas houveram outros. E eu gostei de alguns, gostei da idéia. Principalmente porque poderíamos expandir nosso material e proporcionar uma interação e periodicidade maior. 
Uma das minhas preocupações centrais sempre foi manter o Velho Noob como ele é de verdade. Com textos quilométricos, com tiradinhas bem sacadas, piadas insossas, e muita nostalgia com todo aquele papo de irmão mais velho. Eu realmente gosto de ser assim. Quem me conhece pessoalmente ( e já tive o prazer de conhecer muitos leitores, grande prazer) sabe bem que eu

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

NERDS AT WORK!

NOVIDADES NO VELHO NOOB AINDA ESSA SEMANA!

- Novos vídeos!
- Novos Parceiros!
- Novas Promoções!
- Novos Colaboradores!
-Novo layout!

O nosso bom e velho sarcasmo e qualidade de conteúdo!
Agora com muito mais eco!

FIQUE LIGADO!


domingo, 5 de agosto de 2012

Um post ONNNWWWT *-*

Eu sou um cara que gosta de games bons. E não coincidentemente, os jogos antigos são os melhores. Não que não existam games novos e bons hoje em dia. Mas eu me divirto com games novos também, é verdade. Mesmo que não sejam tãããããão novos assim. por exemplo, eu estou aqui jogando no meu PC o Drácula Origins, para PC. E por falar em "Origins", eu recentemente zerei o Rayman, também para PC.
A verdade, é que existem muitos poucos gêneros de games novos que eu gosto. O que me agrada na nova geração são as possibilidades cinematográficas de se contar uma historia, e quando o game explora bem isso, eu tenho a tendência de gostar. Vide Max Payne, para X-Box.
Só que a verdade é que a graaaaaaaaaaannnde maioria dos games modernos, na minha nada humilde opinião, são de uma virtuosidade gráfica absurdamente chamativa, mas muito pouco inteligentes, ou sequer divertidos.
 Entretanto, uma das grandes vantagens de ter um espaço como o Velho Noob é que eu posso estar em contato com a nova geração, essa galera que ta ai hoje, nas novas lojas de games. Pode ser que essa galera não vá entender muito quando eu falo de locadoras e cartuchos emprestados, mas eles sem dúvida possuem o mesmo ardor, ou paixão, que eu possuía quando tinha a idade deles, e hoje, mesmo diluído em responsabilidades, ainda possuo.
E eu nem sou tão velho. Tenho 25 anos. Também através do VN eu pude conhecer outros gamers, que como eu, também compraram fichas a 30 centavos pra jogar Cadillac's and Dinossaurs.  E pude conhecer gente ainda mais experiente, que jogavam seus Ataris, quando eu usava fraldas e assistia Jaspion na Manchete.
A toda essa galera, devo muito. Pois ser gamer é acima de tudo pertencer a uma