terça-feira, 27 de novembro de 2012

Captain Silver (Master System )

Numa era onde Piratas do Caribe dominam o imaginário da criançada, talvez não haja muito espaço para essa maravilha imaginativa que vou falar hoje... mas saibam, senhores devoradores de biotônico fontoura com danoninho, que hoje falaremos sobre um jogo que aluguei na minha infância, então tenham paciência se eu chorar um pouquinho. Captain Silver (Data East). E você nunca ouviu falar dele, a menos que tenha tido um Master System na década de 90.
Esse jogo tem exatamente 25 anos. Como eu sei? Porque esse escrivão retrogamer que vos fala NASCEU no mesmo ano que esse jogo foi criado - em 1987 - aquela época boa em que o filme "Conta Comigo" (Stand by Me) era lançado. E nascia eu, pimpolho e nerd. Então aprontem os lencinhos quem for mais velho que a serra (que nem eu) e tenham todos uma boa leitura.


Após essa introdução chorosa (snif), vamos nos aventurar ao sabor dos sete mares à bordo de caravelas desbravadoras - enfrentando fantasmas e os mais perigosos piratas que esse console já conheceu. Claro que estamos falando do Master System e o máximo de pirataria que o console tinha eram os cartuchos paralelos que misteriosamente aportavam por aí.
Eu aluguei esse cartucho por acidente uma vez (na Lanterna Mágica, falecida locadora de minha cidade) e lembro que não consegui sequer a segunda fase. O jogo é bem difícil e é uma daquelas belezuras clássicas onde você tinha 3 vidas, sem continue, e era Game Over nas fuças. começar do iníciozinho. E como também não poderia faltar, o jogo não tem uma "barra de life" ou "barra de energia". Encostou onde não devia, MENOS UMA VIDA. O pior é que qualquer lugar te mata em jogos assim, até encostar em inimigos. Tipo morrer por osmose. Esse tipo de coisa é que tornava os games de antes tão difíceis em relação aos de hoje. Naquela época, você precisava ter persistência e muuuuita paciência pra zerar esses jogos. E isso criou homens de verdade. Quem teve paciência de recomeçar um game 438 vezes consegue superar qualquer coisa na vida.
Mas cá estamos, na pele de Jack Avery, e estamos à caça do tesouro perdido/escondido/mocado nas quebradas do lendário Capitão Silver. Infelizmente para nosso valente herói, muitos perigos guardam esse  tesouro cobiçado, perigos que nenhum marujo jamais ousou enfrentar.
Pelo menos não sem o Jack Sparrow na equipe.

Capitain Silver é um jogo de aventura que tem como pano de fundo a lenda de um tesouro pirata. Mais clichê que isso só se fosse o sequestro de uma princesa. O game é ambientado em navios, cavernas tenebrosas e ilhas remotas; 6 níveis separam o jogador do confronto final com o fantasma do Capitão Silver e sua recompensa (será que estraguei o final contando isso?). Bom... não é spoiler quando o game tem mais de 300 anos.

Nesse jogo, no controle de Jack Sparrow Avery, enfrentamos lobos, aves, esqueletos e até nativos das ilhas a serem exploradas. Além, é claro de outros piratas. Cada inimigo derrotado presenteia o aventureiro com cartas que valem ouro (gold). Esse dinheiro será muito útil para a compra de itens e acessórios em lojas espalhadas pelas fases que tornam a tarefa menos salgada. Mas não muito, o jogo continue sendo muito dificil, não importa o que você faça. O dinheiro também pode vir na forma de coroas, anéis e pepitas de ouro. A coisa mais útil a se comprar nesses comércios espalhados pelo cenário é uma espécie de "colete de vida" que lhe dá uma espécie de life extra, permitindo que você resista a dois ataques, ao invés de um só.
Outros itens a disposição são: botas que ajudam a pular mais alto, tempo extra (o relógio); e, a fada – o segundo melhor item de todo o jogo. Essa amiguinha adiciona um poder em formato de estrela à espada de Jack e permite ataques à distância. Isso parece algo pequeno, mas acredite: Não precisar chegar perto dos inimigos é uma bênção nesse jogo.


Os confrontos com os chefes são o destaque do jogo. Cada um possui movimentação específica e derrotá-los no primeiro embate será bem complicado. Aconselho que voce não desista. Avançar nesse tipo de game é chatinho e muitas vezes você pode se frustrar, mas acredite em mim: É RECOMPENSADORA a sensação de vitória ao concluir um estágio, ou fazer algo simples como vencer determinados obstáculos. Com certeza é algo bem diferente de você jogar um jogo atual, onde existe tutorial pra tudo, até pra usar os controles. Os jogos de hoje são fáceis por diversas razões (que um dia ainda vou ter saco de encarar a polêmica e ouvir os mimimis, mas escrevo sobre). Naquela época, o jogador precisava jogar e jogar e jogar. E eu passava madrugadas com essas musiquinhas irritantes na cabeça, para terror da minha mãe, que nas raras vezes em que me deixava jogar videogame até tarde, me obrigava a baixar todo o volume.

Estou escrevendo essa matéria com um fone de ouvidos, ouvindo Doors, mas isso simplesmente não era possível na época.

Esse é o tipo de coisa que faz desse jogos antigos uma experiência única e especial: Você não vence nada de primeira, nada é fácil e tudo fica glorioso quando você consegue. Algumas vidas e boa dose de sorte podem ajudar. Além de uma porção extra de chips e paciência com suco de groselha.
Alguns problemas no jogo não podem passar em branco. A começar, temos uma dificuldade acentuada que se deve 90% pela pouca mobilidade de Jack. Sim, apesar de ser um pirata, ele se move como um robô mal lubrificado. Inimigos aéreos são um terror (a menos que se esteja com cinco estrelas) e o sistema encostou-morreu é outro ponto frustrante do game. Saber o padrão de ataque de alguns monstros e conhecer bem algumas fases ajuda bastante. Mas isso só é possivel quando você está atravessando aquele trecho pela centésima vez.
Sem negar suas raízes, em Captain Silver temos 3 (três) vidas e nenhum continue (como já disse) – a dobradinha clássica dos jogos da época. Mesmo com o ganho de vidas extras (a coleta de todas as letras que formam o nome CAPTAIN SILVER), terminar o jogo ou mesmo derrotar um chefe não vai ser algo fácil.
Por falar em coletar letras para formar um nome e ganhar vidas, essa mesma estratégia (ou recurso) foi usado pela RARE na geração seguinte, na sua obra prima Donkey Kong Country (Leia a matéria dos macacos aqui). Você se lembra? é o mesmo esquema. Você coleta letras e forma a palavra pra ganhar uma vida extra. Só que aqui uma vida extra VALE MUITO, MUITO MESMO.

Quanto aos pontos positivos podemos destacar o bom gráfico dos inimigos e o tamanho dos personagens na tela  Na época, foi isso o que mais me impressionou. Cada chefe de fase é bem interessante e pode-se acrescentar que a variedade de ambientação e inimigos é boa. A música do jogo reproduz algumas melodias ao estilo pirata e os sons são um pouco abafados, sem grandes destaques. Além de muito repetitivos.
Ainda que longe de ser excelente, o jogo garante um bom nível de desafio e contém uma história que atiça qualquer garoto de 13 anos e, hoje, um adulto de 25 – contando ainda com um bom final, ao estilo Master System.

Então corre lá pra baixar esse game e jogar no seu emulador preferido, que o tio aqui tá indicando MESMO pra você jogar. Esse jogo vale muito a pena conhecer, mesmo que voce não tenha paciência de jogar até o final. A nova geração precisa conhecer a raiz das coisas, e um pouco de história dos videogames vai fazer você respeitar (e quem sabe até gostar mais) dos jogos que são possíveis hoje.

Baixe AQUI o emulador e AQUI a rom do jogo, se ficou curioso. Mas antes, assista ao gameplay AQUI.

Grande abraço a todos, luz e força, boa semana! Não se esqueça de deixar também seu COMENTÁRIO nesse post,  porque saber o que você achou é o que mais gosto e é a parte que mais me dá prazer nisso tudo. FORTE ABRAÇO e até a PRÓXIMA.

sábado, 24 de novembro de 2012

NOOB HQ: ASTRONAUTA: MAGNETAR (convidado: Bruno DG).

Pára tudo, devoradores de Yakult! Temos hoje, nas paragens do poderoso Velho Noob um nerd (dos mais nerds que eu conheço) que se ofereceu voluntariamente a escrever uma matéria sobre o lançamento em quadrinhos que, na minha nada humilde opinião, foi o mais inesperado e "estranho" do ano. EU GOSTEI. Gostei do que ele escreveu e gostei do lançamento!
ABRAÇO. Confiram a resenha do cara aí embaixo e quem quiser ser amiguinho de Facebook do cidadão (que aliás é um dos fundadores do Anime Yo!, o melhor festival de anime mais bonito da Cidade que eu tive o prazer de me apresentar com meu stand up) basta você clicar AQUI. É o rapazola da foto aí do lado. Leitoras, contenham seus orgasmos.


Saudações!
Já faz tanto tempo que não escrevo algo como uma resenha que minhas mãos estão até um pouco enferrujadas, mas como diz um velho sábio ditado: O bom filho a casa torna!
Dessa vez e pela primeira vez estou aqui pra fazer uma resenha/comentário de uma HQ nacional, sim meus caros, uma Graphic Novel Brazuca. Mesmo não gostando das produções nacionais essa em questão me chamou muita à atenção, no caso o autor dos quadrinhos originais é o saudoso Mauricio de Souza, criador da Turma da Mônica mas essa produção não é dele.
Primeiramente devo dizer que a HQ em questão não chega nem perto de ser uma coisa infantil igual eram as historias de antigamente ou disfarçadamente um anime e como estão sendo feitas agora, com todo respeito mas - que p#rr@ é essa de Turma da Mônica Jovem? Ok , vendeu pra caramba é super sucesso mas pra mim é uma releitura fraca do que me encantou quando criança, acho até que chega a ser apelação, foi mal.
Voltando ao nosso tema, a HQ em questão que irei falar é uma Graphic Novel recém lançada chamada

ASTRONAUTA: MAGNETAR.

Vou explicar o que aconteceu pra não ficar muito confuso a coisa. Foram convidados alguns  artistas para redesenhar e escrever historias com os personagens criados pelo Mauricio de Souza mas com os traços e com o ponto de vista de seus “novos” desenhistas.  Nessa em questão o autor foi Danilo Beyruth, autor de um HQ nacional chamada Necronauta – ainda desconhecida por este que vós fala mas que já esta interessado em saber como é.
Pois bem, Astronauta: Magnetar contar a história do personagem Astronauta em uma de suas expedições pelo espaço. Porém um acidente faz com que ele fique preso em uma rocha espacial muito próxima a uma Estrela de Nêutrons – se você não sabe o que é uma Estrela de  Nêutrons, não procure no Google, compre a revista, ela explica é muito bem e ainda é em quadrinhos!  Inicialmente ele consegue manter uma rotina diária em busca de sobrevivência e de um modo de consertar a nave danificada. Mas com o passar dos dias, a rotina passa a tomar conta dele fazendo com que ele enlouqueça por estar sozinho e perdido no espaço, sua única companhia sempre foi o “computador” da nave, mas os danos tiraram até mesmo seu único amigo - ele se torna um naufrago do espaço se assim podemos dizer.
A trama da HQ seria basicamente a persistência por achar um meio de voltar para casa, a loucura trazida pela rotina e a solidão trazida pelo espaço.  Os traços do autor são fantásticos, ele deixou de lado aquela coisa oval que eram os traços originais e deu “corpo” ao personagem - ele deixou de ser um “Ovo de Páscoa Espacial” para se tornar um personagem espacial. Para fazer a historia o autor se preocupou em procurar um astrônomo para que pudesse ter as informações corretas e explica cada coisa detalhadamente em suas paginas, coisa como: Estrela de Nêutrons, Super Nova, Raios Gama...  parece ser um super papo de Nerd, mas eu prefiro ver isso como uma culturalização de um assunto considerado – chato – por alguns. Mas devo dizer que o modo abordado pelo autor faz você se interessar em saber o que é!
Mas nem tudo são rosas é claro... tenho umas observações negativas a respeito para fazer. Primeiramente é o modo que eles abordam a própria história. A preocupação em falar as coisas e dados de maneira cientificamente correta do autor e fantástica, mas ele focou tanto nisso que deixou de demonstrar mais ao fundo a questão da solidão/loucura humana que o Astronauta passa.  São varias paginas explicando e demonstrando fatos científicos e poucas falando sobre a natureza humana... outra questão são as tiras e os quadros, eles são bem trabalhados mas bem grandes também , o que torna essa HQ de 70 paginas de uma leitura muito rápida e consequentemente de uma historia muita curta.
O Autor poderia ter trabalhado melhor na questão da solidão do personagem, mostrado a loucura pela qual ele passa de uma maneira mais aprofundada. Imagina ser um humano perdido no espaço  sem qualquer contato com alguém próximo a uma Estrela de Nêutrons a 147 dias ... os Astronauta pira !  
Em resumo daria uma nota 8 - na escala até 10 – para essa HQ, ele me surpreendeu muito com essa nova visão atribuída aos personagens, o roteiro cientificamente bem trabalhado e a preocupação do autor de fazer uma coisa boa e coesa – o que é difícil de encontrar hoje – os traços são muito bons e a retirada de um personagem infantil fazendo uma transição para um publico mais adulto – se assim podemos dizer – não é uma coisa fácil mas que foi muito bem feita nessa edição.
Ah! Detalhe MUITO bacana sobre essa revista... você pode achá-la em dois formatos. Um formato vendido em livrarias com capa dura pelo valor de 29,90$ e um encontrado nas bancas de jornais com a capa mais – digamos – tradicional pelo valor de 19,90$... ambas possuem a mesma história e o mesmo conteúdo, realmente só muda a capa.
Para fechar, deixarei uma frase citada na revista que me chamou logo a atenção em suas primeiras paginas:

“... a vida me ensinou que às vezes é preciso abrir mão do que é mais seguro e se arriscar. Dar um salto no escuro. Mas as pessoas que te cercam também são importantes e você deve cultivá-las.”

E por hoje é só, bang!

Bruno DG


Agora comentem, leitores! Desafio os pequenos gafanhotos a ler quadrinhos adultos de vez em quando!



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Earthworm Jim (Mega Drive / SNES) - Comédia com Minhocas

WORMS DE C* é ROLA. 

Saudações, colecionadores de hentai! Como eu ando meio engraçadinho essa semana, e atendo a vários pedidos de vocês leitores, resolvi escrever no poderoso e fodástico Velho Noob sobre a minhoca mais engraçada da face da terra (e debaixo dela também, LOL)! Ele, que fazia eu rir e ter nojinho de um jogo ao mesmo tempo! Estou falando de Worms? não, pequeno gafanhoto devorador de Yakult! É muito mais foda que isso. Então fecha a aba do X-Videos aí preste atenção no que o tio Lacerda aqui vai dizer.
Na época dos 8-16 bits a coisa era realmente interessante pra quem segurava os joysticks, veja bem:  Existiam literalmente toneladas de empresas tentando repetir o sucesso de Mario e Sonic, buscando um mascote que conseguisse conquistar o coração dos jogadores. Claro, era uma tarefa muito difícil conquistar os jogadores da maneira que os dois conquistaram, mas vários ícones surgiram, e mesmo que não tenham conseguido repetir o sucesso dos dois, pelo menos conseguiram permanecer com carinho na memória de muitos de nós, como aquela verruga que voce ama ter nas costas. Earthworm Jim é um deles, e por mais que não tenha feito o sucesso dos rivais, será sempre lembrado por seu jeito bizarro e bem humorado. Sem contar o nome impronunciável por mortais de 10~13 anos. Eu juro que só saquei a pronuncia correta desse nome recentemente.
      Arremeçar vacas! WTF?

Toda vez que olho pra esse cenário eu penso no jogo do Boogerman. Uma hora ainda escrevo sobre. Voltando o EarthWorm Jim (literalmente, "Minhoca Jim"). A história do jogo é tão bizarra quanto o personagem principal. Jim era uma minhoca comum, que rastejava, comia e defecava terra e fugia dos corvos que tentavam devorá-lo. Além de fugir, claro, dos pescadores. Enquanto Jim vivia sua vidinha de minhoca, bem longe dali - mais precisamente no espaço - (não entendeu? Relaxa, vai piorar) um mercenário chamado Psy Crow foi cercado por um grupo de piratas espaciais enquanto transportava um super-hiper-mega-thunder-ultra-power TRAJE DE BATALHA criado pelo cientista Monkey-for-a-Head. Ele deveria entregar o super traje pra rainha Slug-for-a-Butt, pra que ela conquistasse o universo. Simples assim. Pra que mais seria, não é? Claro que ela queria conquistar o universo inteiro
Outras forças não queriam que isso acontece. Durante a perseguição, o super traje acaba caindo na Terra...
 
Nosso herói anelídeo estava fugindo de corvos e do Chico Bento quando se deparou com o traje e resolveu entrar nele pra escapar, mas ele não sabia que ao entrar em contato com o traje, seu corpo seria "fundido" com o super traje, tornando-os um só, como um simbionte. Com habilidades incríveis e uma pistola automática poderosa. Porém, os mal-feitores vão caçar nosso herói até o fim do universo, pois eles desejam tomar posse do traje novamente. 
E como não poderia faltar, Jim descobre que a rainha malvada tem uma irmã gêmea chamada What's-her-Name (juro que não estou inventando esse nomes) que também está na mira dos vilões... 

Você derruba a geladeira na tora de madeira e vaca
é alavancada pra fora da Via Lactea.
Jim então tem que manter o super traje longe de mãos erradas e ainda salvar a princesa, afinal, é um jogo dos anos 90. O incrível dos anos 90 era exatamente isso: as histórias eram nonsense, mas ninguém se importava. Pois não precisa ter sentido, precisava ser divertido. Uma pena que o jogo não mostra a história do jogo; você já começa com o super traje combatendo os inimigos sem saber o por quê. A história você ficava sabendo pelas revistas especializadas ou pelo manual do jogo. 
Os gráficos do jogo são excelentes, detalhados e meio caóticos. Muito bem feitos e animados, e não é só no cenário por onde você percorre. O fundo também é animado e muito bem feito, cheio de detalhes! Os sprites também são muito bem feitos, principalmente do Jim, que é muito bem animado. 
Um barato nos 16 bits era deixar o personagem parado na tela pra ver se ele tinha alguma animaçãozinha. Isso era MUITO comum nos games. E as animaçõezinhas do Jim são as melhores que eu tenho registradas na minha cabecinha loira aqui.

Mas como eu disse, não é somente o Jim. TODAS as animações dos personagens que estão muito boas. Os inimigos, os pneus que saltitam, os corvos, o cenário do fundo, as vacas voadoras. Uma coisa curiosa é que na versão de Mega Drive, a tela parece ser mais ampla, o que torna a visão da fase maior e melhor. Já no Super Nintendo a câmera é mais fechada no personagem (o que diminui a visão, mas deixa o sprite do personagem maior na tela).  De certo modo, eu gostei mais da versão do Mega Drive por ter uma visão mais ampla do cenário. Mas jogar mesmo, eu joguei mais a do Super Nintendo. 
Uma coisa a se levar em consideração é que as fases não tem conexão nenhuma uma com a outra. Num primeiro momento você está num ferro velho, logo em seguida no inferno, depois embaixo do mar e logo em seguida saltando de bungee jump. E por aí vai... Todas sempre intercaladas por corridas espaciais contra Psy Crow. Sentido? Quem precisa de sentido?
OK. Tudo bem. A minha última postagem foi sobre um game extremamente inteligente (SHADOWRUN) e agora eu apareço com um joguinho malandrinho de pular e atirar, dizendo que os dois são divertidos.
Mas sabe porque? PORQUE ELES SÃO! Um jogo de verdade, precisa ser divertido - essa é a função de um "jogo", caramba. Passar o tempo me divertindo.

Clássica fase bônus que 1 a cada 1 jogo do SNES tinha.
As músicas seguem o padrão cômico do jogo e são muito legais, sempre ajudando a manter o espírito engraçado e bizarro do jogo. Mas nada que voce vá se lembrar pra sempre, como o tema de Zelda. 
Os efeitos sonoros também são escrachados - principalmente o Jim, com sua voz esquisita e engraçada. O chip de som do Mega Drive era um pouco pior que o do SNES e alguns sons são meio chiados, como é de praxe no console. por isso, nesse quesito o Super Nintendo levava vantagem. E não era só nesse. Apesar de eu ser muito mais fã da SEGA, todos precisamos admitir que o SNES dava uma bela de uma porrada na galera toda e até hoje é o videogame preferido de muita gente. Inclusive eu.

A jogabilidade tem seus altos e baixos. Controlar Jim é bem simples e qualquer chimpanzé funkeiro trapezista consegue. Jim pode atirar em oito direções diferentes e escalar plataformas. Ele também pode girar sua cabeça por alguns segundos como se fosse um helicóptero... Até aqui é tudo tranquilo. O problema começa com uma de suas habilidades, que é usar sua própria cabeça de minhoca pra se pendurar em ganchos espalhados pelas fases. Acertar o gancho é bem complicado e torna-se irritante facilmente. Quando só tem um gancho pra se balançar até que não é difícil, mas quando é preciso se pendurar em dois ou mais ganchos em sequência, a tarefa fica complicada. Lembra daquela SEGUNDA FASE do REI LEÃO que a gente morria e morria e morria e morria pra pular na MERDA DAQUELES RABOS DE HIPOPÓTAMOS? É por ai

Gato que tomou muito Gatorade com Yakult
O ponto alto do jogo sem dúvidas é seu humor, com piadas e besteiras em tudo. A começar pelo nome dos personagens já citados no começo dessa análise, assim também como o nome das fases e os inimigos que você encontra nelas. Tudo muito criativo. Corvos, cães raivosos, advogados (é sério!), gatos marombados, gosmas que saltam de bungee jump, vacas que devem ser lançadas pro espaço e tudo de mais bizarro que se possa imaginar. 

Earthworm Jim é um jogo bem difícil, sem um sistema de saves ou passwords. Terminar o jogo é tarefa pra poucos e você precisa ser muito macho pra chegar até o THE END. Isso porque o jogo é complicado, se tornando o famoso caso da tentativa e erro. Você vai morrer bastante, e certamente vai ter que jogar as primeiras fases mais vezes do que gostaria. O fato do jogo ser divertido e cômico faz com que você sempre tente novamente, mas é claro que chega uma hora que você se cansa da tamanha dificuldade proposta pelo jogo e resolve jogar algo mais fácil, pra tentar de novo depois.

Nos anos seguintes o jogo foi portado pra Game Boy, GBA, Game Gear e PC. E teve uma versãozinha picareta em 3D pro Nintendo 64 que eu prefiro não comentar!

ABRAÇO, gafanhotos! E não se esqueçam de comentar aqui embaixo, por que a melhor sensação do mundo é ter esse trabalhão pra escrever e saber que você leu e comentou. Isso pra mim faz tudo valer a pena!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

SHADOWRUN (SNES) - Jogo de gente inteligente


 O cara que desenhou essa logo precisa ser canonizado urgentemente. Que coisa mais linda, meus deuses.
Fabricante: Data East Corporation / Beam Software Pty., Ltd.
Gênero: RPG,  lançamento: 1993 para o glorioso e implicitamente melhor do mundo SNES (embora caras como eu prefiram seus tempos áureos no Master System)

Olá, devoradores de Yakult. Fechem a aba de entretenimento adulto e libere a banda larga (da internet) porque agora o tio vai falar de um game muito, muito, mas MUITO FODA MESMO. Esse game foi lançado na época jurássica em que os controles tinha uma quantidade razoável de botões, em vez de 428 botões + 4 gatilhos. E mesmo assim, me lembro que os controles eram bem "chatinhos" de aprender. Isso foi no começo da década de 90 e enquanto Sonic e Mário se digladiavam nos 16 bits, esse jogaço passou quase despercebido. Isso devido a uma estratégia ruim de marketing e uma temática muito pouco usual para a época. 
Visão isométrica fez do jogo uma coisa gostosa de olhar
Mas se você ainda não conhece esse jogo, ou ficou curioso, senta ai e pede mais um yakult, amigo. A história é umas das (se não A) mais adulta que você encontra no Super Nintendo. Claro que o conceito de "game adulto" da época não é o mesmo conceito de jogo adulto de hoje, onde temos sexo e tripas explodindo na tela do PSvita. Naquela época, a coisa era bem diferente.
A versão de "Shadowrun" para Snes apareceu mais cedo do que a para o Mega Drive, e é um jogo completamente diferente, com outra história e jogabilidade. Tudo bem que o jogo do MD era mais fiel ao livro que originou tudo (Neuromancer, de William Gibson). Se não leu, leia. Foi lançado também um RPG DE MESA (interpretação de verdade, não de videogame). Seu herói, Jake, é atacado por assassinos, e parece estar morto. No entanto, um misterioso cão se aproxima de seu corpo inconsciente, esse cão se transforma em uma mulher e lança um feitiço sobre Jake ... Depois disso, Jake acorda num necrotério. Ele não sabe o que aconteceu com ele, nem consegue se lembrar do seu próprio nome.
Passeando por meio da cidade futurista, onde monotrilhos, computadores, gangues de rua armados com armas automáticas, co-existem com "orcs", "anões" e "vampiros". É aí que você começa a descobrir o mistério e descobre os perigos que o aguardam por todos os lados. Um jogo bem realizado, que não chega a ser uma escrotice bizarra, como muito bem defendeu Adonay César nos comentários do post anterior. Mas na boa? nem de longe tem o mesmo charme da versão Super Nintendo. Porque? Segue o meu raciocínio.
Um dos sistemas de batalha que funcionava no JOYSTICK
o que ainda hoje dificilmente funciona no MOUSE.
Shadowrun para SNES  é baseado em um Skill-RPG de combate em tempo real e o foco principal da jogabilidade está em Jake usar suas habilidades e competências, não apenas para vencer no game e passar pra próxima etapa, mas principalmente para compreender o que diabos está acontecendo com ele. Se você já o game e já está familiarizado com o cenário dos RPG's de mesa, beleza, você está alguns passos na frente. Mas se botou as mãos no controle sem saber bulhufas de nada e ainda por cima nunca sequer jogou RPG de mesa, então você está seriamente encrencado.
Não há batalhas aleatórias, o que é bom. Mas há muitas telas com inimigos repetidos (que já foram mortos e simplesmente ressuscitam quando você volta a tela). Ir e voltar por telas assim é o segredo universal que todo gamer sabe para ganhar pontos de experiencia e dinheiro. Os pontos de experiência são chamados de "karma" neste jogo. Você precisa ganhar "karma" para aumentar seu nível e habilidades. Você também vai poder comprar as habilidades das pessoas. As habilidades incluem armas de fogo, computadores, negociação, liderança, e muitos outros. é como se você estivesse construindo uma ficha de RPG. Você também pode usar os pontos ganhos de "karma" para aumentar estatísticas básicas como os "hit points" ou "carisma". Atributos básicos de qualquer RPG.
Se não sabe o que é um RPG de mesa, assista esse vídeo ... e me responda: Onde você esteve nos últimos anos? Em Ravenloft?

Resumindo, Shadowrun é um jogo que mistura RPG com ação, mas de um jeito diferente. Aqui a história se passa num futuro em que pessoas, monstros e outras criaturas co-existem. Um cenário de RPG bem alternativo e criativo. É realmente bem legal ver um orc segurando uma doze, ou controlar um Mago Hacker. 
Outro dia eu li, quase em prantos, sobre a volta da franquia Shadowrun aos videogames. Mas eu não estou animado. Fizeram games novos por ai, entre 2000 e 2012, inclusive uma tentativa de jogo online que faz TODO o sentido no contexto do jogo. Mas honestamente foi tão mal feito, mas tão mal sucedido, que eu nem vou considerar aqui. O jogo é de tiro na primeira pessoa. Isso está errado. Muito errado. 
Mas estão prometendo para 2013 (caso o mundo não se escafeda mês que vem) o novo jogo e estou ligeiramente confiante quanto à isso. Mas talvez não seja grande coisa, como as tentativas anteriores.

Uma curiosidade aqui, será que as pessoas conhecem essa pérola? Diante da comoção causada pelo jogo entre os fãs ao anúncio dessa nova empreitada do cenário nos videogames da nova geração, fiquei intrigado com a repercussão relativamente pequena da notícia entre os gamers brasileiros. Na pesquisa que fiz aqui, não vi nenhum dos grandes portais tupiniquins sequer divulgarem a notícia, e isso me entristece… será que os brasileiros não conhecem Shadowrun?

Se o caso for este, aqui vão cinco grandes momentos de Shadowrun do Super Nintendo. São vídeos curtinhos, e todos esses eventos acontecem ainda nos estágios iniciais do jogo, portanto os spoilers são leves. Confiram e me digam se não dá vontade de ir correndo jogar.

1. A abertura: "O ano é 2050. Megacorporações dominam o mundo…" e para você que é fã de Blade Runner e Neuromancer (ou se for mais novinho, deve conhecer pelo menos Matrix)  eu não preciso dizer muito mais, embora a história que mistura tecnologia e elementos de fantasia como trolls e magia seja longa e interessante. Nesse link você vai poder A) praticar seu ingles que aprendeu jogando Zelda e B) sacar toda a história do cenário. O vídeo da abertura é uma das mais fodinhas que já vi rodar no Snes.


2. E ele ressuscitou no primeiro dia… Eu pago um dólar furado e um toddynho para quem apontar um início mais inusitado para um RPG: Logo na primeira cena, legistas engavetam o corpo de um pobre infeliz metralhado por uma gangue. E sabem quem é o presunto? Você, que poucos momentos depois acorda, sai da gaveta e dá um susto miserável nos pobres funcionários do local. Sim, algo bastante parecido com o inicio de Fallout: New Vegas. Só que aqui nós estamos falando de 16 bits, num Super Nintendo, amiguinho. Respeite isso.



3. Encontro com o cão/ Toten Sim, ele tem superpoderes e vai descobrir que é meio que um xamã. Aguarde por fireballs no decorrer da história. Isso é Spoiler. Ao entrar em uma rua deserta e pouco iluminada, nosso herói testemunha um assassinato a sangue frio. Pouco depois de sobreviver à troca de tiros com o assassino, ele caminha até o beco logo adiante e tem seu primeiro contato com o cão. Não, não ESSE CÃO, tô falando do totem que vai acompanhá-lo pelo resto de sua vida.


4. O show de Maria Mercurial. Em um tempo onde não tínhamos jogos sandbox, poder entrar com seu personagem em um night club e conversar com outros NPCs enquanto uma banda se apresenta era um delírio. A minha sensação com esse jogo sempre foi: "Caramba, eu posso fazer o que quiser aqui?". A cantora batendo cabeça no palco, a letra punk-romântica (???) da música passando pela tela sem interromper a ação e a cilada que está à sua espera em uma mesa nas proximidades fazem deste um momento inesquecível do game.


5. Contagem regressiva Todo mundo que quer investir seriamente no uso da grande rede de computadores, a MATRIX, precisa implantar um conector de computador na cabeça, o “datajack”. Isso é coisa comum no game, em 93, muito antes do Matrix. E da internet ser a febre de dominação global que é hoje. Mas sobre o vídeo abaixo, logo no início da trama Jake descobre que tem alguma coisa errada com seu datajack, e visita um médico para saber o que é. Só que dá merda. E ele precisa correr contra o tempo.

Se isso não te convenceu… você definitivamente precisa rever seus conceitos sobre games. Mas se você curtiu, que tal fazer uma doação para ajudar no desenvolvimento do novo Shadowrun? Você ainda pode garantir brindes bacanérrimos, como um livro de arte do jogo e até seu nome nos créditos! Para saber como contribuir, acesse o site dos CARAS AQUI, Ó.

E Não se esqueça de comentar, amigo. Agora estamos com os comentários do Facebook, ou seja: VOCÊ deixa sua opinião para engrandecer o Velho Noob e ainda contribui com a nossa divulgação para seus amigos. Além de ser muito mais fácil, né? Fiquem com Myamoto e até a próxima! 
Forte abraço.

domingo, 18 de novembro de 2012

3 JOGOS QUE MERECIAM UM REMAKE


Fala leitores fiéis do Velho Noob, beleza? Bebendo muito Yakult ai?
Bom... Se tem uma coisa que gosto de fazer quando estou de saco cheio da vida de adulto é jogar jogos antigos em emuladores. Para mim, jogos são como filmes: Não ficam velhos, viram clássicos. Mas ao contrário de filmes, onde sempre que Hollywood inventa de mexer em um clássico acaba fazendo porcaria, uma sequência de um jogo ou um remake são sempre bem vindos, pois a tecnologia no mundo dos games avança muito mais rápido que uma piriguete em show do Latino, e ver seu tão amado jogo com gráficos atuais ou uma mecânica diferente é sempre legal (a menos que o jogo seja Resident Evil, dai é melhor você não cometer a AUDÁCIA BLASFÊMIA HERESIA ESTUPIDEZ de mudar a mecânica do jogo, seus produtores idiotas). 
Pensando nisso. Aqui vou listar alguns ótimos jogos que por alguma razão foram esquecidos e deixados as traças por suas produtoras, e que poderiam muito bem ganhar uma sequência (ou remake) e trazer alegria aos corações dos fãs mais old school como eu, ou qualquer um que tenha estado aqui na época que o Kinder Ovo custava menos que um rim.
Lá vai minha lista cuidadosamente escolhida. Se você discordar de algum, deixe seu comentário!

1. Legacy of Kain: Soul Reaver

Legacy of Kain: Soul Reaver foi um spin-off de um jogo obscuro de RPG lançado para o primeiro Playstation chamado Blood Omen: Legacy of Kain, mas ao contrário de seu antecessor este jogo foi um imenso sucesso. Isso porque ele abandonou os gráficos 2D do primeiro jogo, que eram estilo dos Zeldas clássicos com a visão em cima do personagem (isométrica, tipo Diablo), e entrou na terceira dimensão com o pé direito e uma voadora nos bagos da concorrência, com bons gráficos, boa jogabilidade, ótimo enredo e personagens marcantes, tudo isso com uma mecânica interessante demais para a época.
O jogo recebeu algumas continuações, mas nenhuma teve nem de perto o brilho do original.
Lembro com muita alegria que esse foi o primeiro game que joguei dublado em portugues, isso ainda nos anos 90. Pense numa criança feliz, era eu. E pra quem não se lembra ou nunca ouvir falar em nada anterior ao X-Box, Soul River foi o primeiro game a inserir o jogador tridimensionalmente no papel de um vilão. Ou anti-herói. Ou o que for. Já jogou? 
Se a resposta for não, trate de jogar.

















2. Breath Of Fire

Breath of Fire foi uma série de RPG produzida pela Capcom. Assim como na série Zelda, cada jogo possuía uma história fechada e independente, onde o único ponto em comum eram a presença dos personagens Ryu e Nina. Ryu era sempre o protagonista - era um rapaz que tinha o poder de se transformar em dragões. Quer ser foda? Se transforme em um dragão. A série teve 5 jogos, os 4 primeiros feitos em 2D e o quinto em 3D.
O jogo era fantástico e o Breath of Fire 4 é até hoje um de meus RPGs favoritos, mesmo eu não sendo o maior fã de RPGs eletrônicos que já existiu. Perdendo na minha concepção somente para  Zelda Ocarina of Time (mas há toda uma discussão sobre Ocarina ser ou nao ser RPG).
Tem um dos sistemas de batalhas mais legais que eu já joguei, onde você controlava 6 personagens e podia fazer combos usando os poderes dos mesmos. Depois de 4.014 batalhas, é claro que cansava. Porém o jogo é muito legal, tem gosto de infância para muitos de minha geração. Tipo Bambuluá.
Poderia voltar como um jogo 2D com cenários 3D, assim como o 4. E poderia ser lançando para algum portátil, ou para smartphones. Jogar BoF IV no meu andoid? Os noob pira.



3. Duck Hunt

Você vai dizer que peguei pesado dessa vez, que esse jogo é uma piada, que ninguém ia jogar essa merda. Mas pense bem. Será que não mesmo? O que divertiu uma geração inteirinha dando tiros de luz (infrared) numa televisão de tubo? Aquele joguinho que a gente ficava puto quando pegava por acidente porque não dava pra jogar sem a pistola ? Passei experiências grotescas de alugar esse tipo de game e não pode jogar, ou ter que implorar por todos os santos a um coleguinha mais afortundado (e geralmente fedaputa) pra emprestar a Light Phaser dele! CARAMBA, quem não se lembra da moral que era dar tiros na televisão, ver aquela tela piscando... Se sentir o Rambo?
Claro que um remake teria que se adaptar ao que hoje se entende por game de tiro. Não podemos ignorar que um jogo de tiro sem violência realista não teria tanto apelo com o público de hoje, acostumado a cortar a garganta de terroristas com o sangue espirrando na tela. Talvez precise pensar muito no modo como essa "experiência de tiro" que existe em Duck Hunt possa ser atrativa para esse pequenos psicopatas com seus PC Gamers ultrarealistas. Hehe.
Mas creio que seja possível e qualquer releitura será bem vinda, desde que não tire o cachorro dando aquela risadinha DEBOCHADA DA SUA CARA toda vez que você errava um daqueles malditos patos!

Aquela risada formou meu caráter. Ponto final.


E VOCÊ, O QUE ACHA? 
QUAL JOGO DEVERIA TER UM REMAKE PRA NOVA GERAÇÃO?

Deixe seu comentário ae, manolo. Concorda com minha listinha?


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pelos Ossos de Crom: JOGOS DO CONAN!

"Conan da Cimeria é o maior personagem da literatura de fantasia heróica - ou "espada & feitiçaria" (sword and sorcery). Criado pelo escritor texano Robert E. Howard em 1932, fez sua primeira aparição na revista pulp Weird Tales no conto chamado "The Phoenix on the Sword". Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance protagonizados pelo personagem. Mas o personagem bárbaro criado pelo texano foi tão popular e único que outros escritores de renome também criaram histórias de Conan (ou reescreveram contos) a partir de sinopses e fragmentos originais após 1936, ano em que Howard se suicidou "
(fonte: Pai dos burros 2.0 Wikipedia)

Olá, devoradores de Yakult desse meu Brasil varonil que não fala outra coisa senão pernilongos! Fechem aí suas páginas de vídeos educativos e minimizem o Facebook, pois hoje o VELHO NOOB está macho demais, pra cacete, num nivel de macheza jamais visto na história dos retrogames. Hoje falaremos da testosterona em forma de cimério equipado com uma espada montante que ele usa com uma mão! Sim, senhores, hoje falaremos dos games antigos e novos de Conan, o Bárbaro! O sujeito mais macho de todos os tempos, que usa tanguinha de peles sem parecer do Village People. Usa o dorso suado e liso sem fazer qualquer menção ao Clube das Mulheres.
Parece que Crom está em alta. Eu sempre fui muito fã do cimério e do cenário criado pelo Howard, a Hiperbórea. Ou Era Hiboriana, se preferir. Que é tipo a Terra Média criada por Tolkien, só que sem as fadas, duendes e criaturas bonitas como elfos arqueiros e fadas peitudas filhas de vocalistas do Aerosmith.. Na verdade, as aventuras de Conan se passam num universo másculo, grotesco, que mastiga abelha pra comer mel. Um universo onde as criaturas mais vis rastejam entre as vielas escuras de cada vilarejo. Onde feiticeiros malígnos e demônios das profundezas espreitam por viajantes incautos.
Esse rico e macho cenário criado por um texano que acabou cometendo harakiri é milhas e milhas mais visceral que as colinas verdejantes e montanhas fumegantes do Tolkien. Sem querer iniciar uma briga aqui, mas é meu personagem preferido e você já deve ter percebido que esse site aqui não é nada imparcial. Ele tem opinião sim, e é uma opinião bem controversa às vezes.
Para mais informações sobre o personagem de tanguinha de peles e visual homoerótico robusto, eu aconselho que leiam os livros e os contos de Robert E. Roward. Se preferem a ignorância auto-submetida, basta pegarem a versão mastigada aqui , pois o Wikipedia é nosso amigo.
Conan, além dos livros teve uma looooooonga carreira nos quadrinhos (que dura ate hoje), além de duas adaptações para o cinema estrelado pelo Arnaldão Califórnia (Arnold Scharzzeneguuuers%$8.>y) e, mais recentemente, um reboot na série, que ficou muito bom (pelo menos o novo ator não tem a cara de retardado mental que o ex-governador da Califórnia tem). A única observação que faço é sobre o uso excessivo de sangue. Cada ser humano naquele filme tinha de 8 a 10 litros de sangue correndo nas veias.


MAS E OS GAMES, LACERDA???

Agora que você já sabe quem é o Conan e porque eu gosto tanto dele, saiba que ao contrário de muitos outros "heróis" dos quadrinhos Marvel, nosso herói de sunguinha gay não teve tantos jogos assim lançados. Na verdade, foram ridiculamente poucos em comparação ao sucesso do personagem. Existe um verdadeiro culto em torno da obra de Robert E. Howard, na mesma proporção em que existe um culto ao redor dos livros de H.P.Lovecraft. 
Foram exatamente 6 jogos. E tudo começou na era mezozóica, então não espere grandes obras de arte cheias de polígonos. Na verdade, se você espera polígonos, cai fora daqui e vá pra algum site de Nintendo Wii, seu viadinho homossexual que merece respeito como todo ser humano.

Conan Hall of Volta (1984 - Apple II)


Tá, esse jogo não tinha nem capacidade de passar toda a experiência do cenário por uma questão de gráficos ou limitações técnicas. Na verdade, vendo esse vídeo podemos perceber claramente a influência direta de vários games de atari ai, como o clássico Pitfall, só que com um visu mais moderninho. Um jogo do Conan? Substitua o título por qualquer outro e o jogador nem percebe a diferença. Mas pelo menos valeu o esforço da produtora. O joguete foi lançado para Apple II, Atari 800 e Commodore 64.

CONAN: The Mistery Of Times (1989 - NES)



E é CLARO e EVIDENTE que existe um jogo do cimério másculo pra xuxu feito para os pirralhos piolhentos da minha geração se esbaldarem em seus Nintendinhos (ou em algum genérico lançado no Brasil, um dos milhares de modelos by china que eram encontrados em qualquer camelô que se preze). Nesse game, naturalmente temos gráficos melhores. Obviamente, com toda aquela dureza dos jogos de plataforma 8 bits, que dificilmente combinavam com perfeição coisas simples como pular e atacar ao mesmo tempo. De qualquer forma, essa era uma experiência gratificante, era Conan na telinha do videogame, por mais que a paleta de cores faça ele ter essa bizarra coloração magenta e faça-o parecer um travesti ruivo vestido de oncinha. Sim, ele parece bem mais gay que de costume. Eu disse que Conan parece gay? Não quis dizer isso, por favor, Conan, não arranque minhas bolas com um alicate de unhas. 
Uma característica interessante desse game é que, ao contrário de... hammm... QUASE TODOS os games daquela década, ele possui uma bela animação de personagem para caminhar, saltar, atacar. Conan parece uma bailari... COF COF. Parece um sujeito macho andando majestosamente. Masculamente. Cimeriamente. Nada gay.

Conan The Cimmerian (1991 DOS/AMIGA)


Então eis que lançam em 91, um jogo do bárbaro de sunguinha de peles onde FINALMENTE conseguem emular o espírito das histórias escritas pelo Robert E. Howard, ou pelo menos, o mais próximo que conseguiram disso. Esse belíssimo Point & Click com grande puxada pros RPG's da época (D&D e genéricos de D&D). Se capturou perfeitamente  espírito da coisa? Não, faltava muito. Mas com certeza foi melhor que um jogo de plataforma chupado de 3.000 games iguais do Atari , ou um jogo de plataforma onde nosso musculoso mais hétero da idade média trajava uma roupa de oncinha e tingiu o cabelo de ruivo.
Mas vale o crédito. Esse jogo pelo menos entendeu que o Conan não é gay.
Menos nas parte dos duelos, onde temos o jogo mudado para um sistema de luta estilo Mortal Kombat. aí ele volta a ser gay ligeiramente não-másculo.

CONAN  (2007 PS3 / X-BOX 360)


Antes desse game, existiu um game de 2004 chamado Conan: The Dark Axe, que estou jogando atualmente, mas antes de falar dele quero falar DESSE aqui, lançado na esteira do God of War, que deu um novo fôlego ao personagem nos games, já que o mundo voltava a prestar atenção na Ciméria outra vez com as notícias de um novo filme (filme esse que saiu ano passado, sem o Arnaldão dessa vez, atribuindo um pouco mais de cérebro e masculinidade ao personagem na telona).
Esse game, apesar do visual decente e muito aproveitável, sombrio como pede a Era hiboriana, não é nada mais que uma cópia cuspida e escarrada de God of War, até mesmo naquelas paradas chatinhas de ficar amassando os botões como se não houvesse amanhã. Mas pelo menos é um jogo do Conan. E ele não está ruivo aqui. Nem vestido de oncinha. Talvez o primeiro jogo do bárbaro sem nenhum conteúdo homoerótico.


Age of Conan: Hyborian Adventures (2008 - PC)



  
O último jogo lançado sobre nosso herói fortão que não aceita companhia mariquinhas foi esse MMORPG que coloca o jogador dentro do universo do Bárbaro, com a possibilidade de se criar um personagem e viver suas próprias odisséias no cenário. O que isso significa? que é a mesma coisa que muitos outros games Open World, mas dessa vez você pode reconhecer mais ou menos com fidelidade os cenários, lugares e personagens dos contos, livros e quadrinhos. Esse game fez um barulho bacana no lançamento, mas nem o filme de 2011 conseguiu trazer ele de volta ao hall dos universos online mais povoados.
Bem feito, pois esse jogo é uma aberração.
Sem mais.

Agora, voltando ao assunto central, gostaria de falar do game que me trouxe até esse post. Um game que, segundo a crítica especializada e o conselho de alguns amigos, é uma bosta completa e mal programada. Mas que eu, talvez por otimismo ou talvez por vontade, tenha me afeiçoado. Daquela forma que se afeiçoa a um cachorro feio, só porque ele lhe faz uma companhia boa:

Conan: Dark Axe (2004 - PS2)


Como devo ter dito em algum momento, esse é o game que estou jogando atualmente. Um game do gênero Hack & Slash, mais conhecido como "não use o cérebro, use a espada". Isso diz muito do que Conan é. Na minha opinião, esse jogo foi o que  melhor capturou todo o universo do bárbaro cimério. Nesse game, nós passamos por longos períodos de isolamento e solidão, exatamente como nos quadrinhos, viajando sozinho,  às vezes contra magos, as vezes contra os nativos selvagens. E por falar nisso, o jogo mostra-nos numa história não muito original, mas bastante interessante, todos os aspectos da Era hiboriana, e pra mim, como fã e conhecedor dos cenários, é legal à beça passar por regiões familiares! 
Tipo, atravessar a Terra dos Pictos, com todas as suas armadilhas e aquela deusa-mãe gorda e verde. Além disso, encontrar os tipos famosos, os feiticeiros covardes (que jamais enfrentam você diretamente! RAIVA!). O jogo te dá a sensação interessantemente igual aos livros e quadrinhos de atravessar os desertos da Stygia e seu povo, que detesta forasteiros... além da possibilidade de você ser o Conan, isso é: Socar camelos e carregar donzelas nos ombros. Arrumar briga na taverna e chutar a bunda de espertalhões. Usar o aço contra tudo o que se move, seja do mundo físico ou não. Conan é tão Conan que ele enfia a espada no peito de um fantasma pra finalizar o golpe. Sério. Bem no peito. De um fantasma.

O jogo é perfeito, tio Lacerda?

NÃO. Nem de longe. Mas é divertido, se você tiver boa vontade e for um fã do cimério. Na prática mesmo, por mais que a ambientação seja exemplar e tenha agradado um fã hardcore como eu, eu diria que como JOGO DE VIDEOGAME ele peca em pontos que não rola muito de pecar. Tipo na câmera. Um jogo de terceira pessoa, que envolve ação - bater e pular o tempo todo - preciso vitalmente ter uma câmera decente e fácil de controlar (ou que seja ao menos controlável). Não que a câmera desse jogo seja uma serpente epilética na areia escaldante do deserto, mas é quase isso. Chega ao ponto de você querer cometer suicídio, mas por fim você acostuma. Depois de vinte minutos de gameplay aquela câmera horrorosa não era mais necessariamente um problema. Mas lembre-se que sou fã hardcore do cimério, então meu critério foi suspenso pela vontade de jogar.
Além da câmera epiléptica, um outro GRAVÍSSIMO problema do jogo é ausência quase total de esquiva. O personagem não possui um movimento de esquiva (que faz falta num jogo de pancadaria, né?), e mover o personagem para os lados durante uma batalha é como mover um container carregado de nerds gordos.
Porém, o comando de "bater like a cimeriam" funciona bem. Você aperta e ele sai batendo. Muito. Em tudo. dando combos. isso é legal. Muito. é isso que um bárbaro faz mesmo. É o que nós esperamos de um jogo do Conan. Mas o comando de BLOCK não funciona como deveria. Nem um pouco. O que é bastante frustrante.
Outro detalhe que vale falar é a animação e modelagem. O jogo possui cutscenes quase que toda hora, o que é legalzinho. Os gráficos não são maravilhosamente lindos, mas são eficazes. O Conan se move muito bem, com uma animação de musculatura muito bem realizada. Aliás, diria até que ele se move graciosamente demais. A impressão que tenho em alguns momentos é de estar assistindo a um filme do Van Damme. Ou balé russo.
Quer dizer, nada gay. Só ... delicadamente másculo.
O que dizer? O jogo não é difícil. Uma dificuldade não-proposital é adicionada pela vogabilidade e mecânicia falha do game. Isso pode afastar de cara uma boa parte dos jogadores, o que é realmente uma pena, pois o game merece um ponto de confiança. 
Merece ser jogado, sem dúvida.

Que crom abençoe a todos nessa semana que está começando! forte abraço.

E aí? Alguma sugestão? COMENTE O QUE ACHOU DA MATÉRIA! Xingue! Elogie! Se divirta!



sábado, 3 de novembro de 2012

Indigo Prophecy (Fahrenheit) PS2

Sei que você deve ter lido o PS2 no título do post e pensado: "Po#$%a, Lacerda, eu venho nessa bosta de site só pra ler sobre games antigos, que merda é essa de Playstation 2 agora?" 
Relaxa, champz. Toma uns remedinho ae. E segue meu raciocínio, vale muito a pena.

Lucas Kane está sentado na cabine de um banheiro público. Com uma faca, faz marcas em seus braços, embora não pareça se dar conta disso. Com os olhos muito abertos, as retinas desaparecendo nas órbitas, Lucas Kane está numa espécie de transe, não domina sua ações.
Do outro lado de sua porta fechada, um senhor deixa o mictório e se encaminha para a pia. Entretido em sua atividade, parece não notar que um homem ensandecido se aproxima, lâmina erguida. Tarde demais, ele olha para trás. Três golpes certeiros, ao redor do coração. Rompendo precisamente algumas artérias.

Lucas Kane desperta de seu estado de inconsciência para descobrir que há uma faca ensangüentada em sua mão e um corpo sem vida a seus pés. Acabou de matar um homem e nem ao menos sabia como. Está no banheiro de uma lanchonete e o policial que tomava calmamente seu café no balcão pode entrar no banheiro a qualquer momento.
 O que fazer?

Deste modo começa Indigo Prophecy. Começa fodendo com você e te colocando numa situação tensa, sem nem ao menos te ensinar a jogar. Tutoriais? isso é coisa de maricas jogadores de Nintendo Wii. Aqui, o jogador tem tantas informações quanto o protagonista, e descobrir a razão pela qual Lucas cometeu este assassinato é a Rosebud deste "Cidadão Kane". Peço perdão pelo trocadilho infame.  O nome do personagem, remetendo a um dos maiores clássicos cinematográficos, percebe-se logo, não é apenas coincidência; Indigo Prophecy se propõe a ser uma espécie de filme interativo, que vai se desenvolvendo de acordo com as ações do jogador. Isso é bacana, Uma proposta inovadora (ao menos nos idos de 2005, quando foi lançado) que envolve o jogador nos mais mínimos detalhes. Coisa que hoje é ainda utilizado (e muito bem) no jogo do The Walking Dead, que evoluiu o conceito de Point & Click a um patamar magnífico.
Como todo bom filme, o foco não está o tempo todo no protagonista, é preciso desenvolver as demais personagens. Desta forma, ao final de cada ato é possível escolher controlar outras personagens; curiosamente, os policiais que estão à caça de Kane. Se você simpatizou com o protagonista e pretende sabotar as investigações, um aviso: Muito cuidado. Tudo o que você