sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

VELHO NOOB GAMEPLAY: Space Marine

Então FINALMENTE nós ousamos fazer! Você queria! Você sonhava! Você imaginava! E NÓS FIZEEEEEEEEEMOS!  

O primeiro GAMEPLAY feito exclusivamente para vocês, fãns fanáticos e religiosos do VELHO NOOB! Não temos a intenção de ser sérios nisso, digo, não no sentido profissional da coisa! Nós só queremos nos divertir e voce com certeza vai se divertir conosco!  Acompanhe a nossa aventura com o fodástico game SPACE MARINE! 
Com a participação bastante instrutiva de ADONAY CESAR, nosso militarizado russo, Stafford!


Mate aliens orcs no espaço usando uma armadura de Kinder Ovo!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A VIDA É CÍNICA ou DESCOBRI QUE SOU DE UMA NOVA RAÇA DE NERD ou POR QUE OS NERDS CULTS SÃO UNS FILHOS DA MÃE

Para alguns pode até ser uma equação bastante simples. Mas para mim foi meio que como descobrir o Brasil. Lineu teria que abrir um espacinho em sua classificação taxonômica para o que descobri recentemente. 

Na verdade, basta uma olhada mais de perto e você vai perceber que em algum nível todo mundo é Nerd. E está certíssimo, essa não é uma impressão errada. Sempre soube (mesmo que me recuse muitas vezes a admitir, ou admita baixinho pra ninguém escutar) que minha alma, no fundo, no fundo, é Nerd. 

Vamos pensar da seguinte forma: Eu jogo Magic (entre jogar e ser bom nisso existe uma diferença enorme, mas que seja). Sou fã de Star Wars (ou do personagem principal, Darth Vadder). Passo mais tempo no computador que uma pessoa normal passaria (eu disse normal, logo estudantes de Ciências da Computação e pedófilos em geral não contam). Tenho todos os episódios até hoje lançados de The Big Bang Theory e joguei RPG até minhas orelhas ficarem pontudas. Tudo bem que eu detesto Senhor dos Anéis e Harry Potter, mas passei tempo o suficiente estudando metafísica e fisica quântica a ponto de saber quase tudo sobre multiuniversos e variáveis cosmológicas. Acho Matrix um filme muito foda, apesar de não haver entendido bem o final da trilogia (se você falar que entendeu, está mentindo). Mas nunca me assumi como Nerd, ou seja lá o que for. Meu Q.I pode estar na média (a média geralmente fica entre Stephen Hawking e Paris Hilton). Na minha opinião, esses bastardos CDFs eram tão abitolados em informática e derivados (vai aí uma lista enorme) que tinham portas USB nos mamilos. Então, eis que numa bela tarde de domingo ensolarado, depois de uma noite surreal e curtindo uma puta de uma ressaca dos infernos, eu tive uma epifania: Putz, eu sou Nerd! - Foi doloroso admitir. Mas a grande novidade aqui é que eu pertenço a uma nova raça de Nerd: Os Nerds Cults. What the hell é isso? - você deve estar pensando. Pois eu explico. 

Sou Nerd sim. Um maldito Nerd cult. Matava aula de educação física pra ficar na biblioteca, detesto estudar mas nunca fui mal na escola. E agora, estudando dobrado. Meu intento: Cinema. Isso mesmo que você ouviu (leu?). Quero fazer cinema. E sou escritor. Ateísta. Idealista flexível (lê-se “oportunista”). O que estou querendo dizer é que gosto de filmes como Laranja Mecânica e diretores como Tim Burtom e Woody Allen. Fã alfa de Teatro Mágico e Beatles. Sou do tempo que em Divinópolis era mais fácil provar a Teoria das Cordas que conseguir um d12 (eu tinha a caixa da Grow de Dungeons & Dragons, só pra constar). Sou sarcástico, irônico e tomo chope em cafeterias discutindo literatura, música, cinema, religião, desenho animado, política, filosofia – ou qualquer outra coisa tão útil de se discutir quanto a vida sexual das abelhas. Falo inglês, xingo em espanhol e encho o saco em italiano. E como quase todo mundo que teve um Super Nintendo, aprendi o significado de algumas palavras em inglês jogando Final Fantasy. Cresci lendo quadrinhos e sei mais sobre Vertigo que os roteiristas da DC, provavelmente. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Deus Ex Machina:






Estava eu tentando matar os Dragões aos Gritos em Skyrim, mas ai aquela historia de honra, medievalidade (Não essa palavra no ecxiste) foi me enchendo o saco, apesar de adorar o jogo a historia e afins, como eu tinha passado longas eras nas "pueiras" radioativas de New Vegas e no Concreto morto de Fallout 3 e como as semelhanças são colossais pelo fato de ser a mesma engine.
Mas chega de falar de Elder Scroll, eu estava pensando. Não é uma regra, não precisa ser um novato em Games para apreciar os últimos lançamentos, na verdade eu confesso que gosto mais dos atuais do que os antigos, eles são obras de artes, estética e literalmente, assim, a evolução possibilita que tenhamos “Filmes interativos” e não somente jogos, passatempo, por falar em evolução, eu estava jogando Deus Ex, enquanto me desintoxicava do FUS RO DAH. Bom isso tem duas semanas, Skyrim já ate mesmo caiu na minha lista de jogos, Descobri uma historia fantástica em um Mundo Cyber Punk e com uma estética ótima que chega a fazer gosto de ver esses gráficos rodando aqui no meu notebook, bom isso é o que ta escrito na Wikipedia:


“Deus Ex: Human Revolution é um jogo ambientado num cenário distópico futurista. Você é Adam Jensen, um membro da segurança da empresa de melhorias humanas, Sarif Industries.

A nanotecnologia ainda está sendo desenvolvida (para, anos depois, ser a tecnologia suprema no primeiro Deus Ex), e membros biomecânicos estão sendo cada vez mais implementados.

Depois de um ataque, Jensen é dado como morto. Durante seis meses, ele é submetido, contra sua vontade, à diversas dessas melhorias, já que foi gravemente ferido. Agora, ele acorda, e se encontra no meio de uma perigosa conspiração.

Como no Deus Ex original, o jogador poderá evoluir o personagem como quiser, se concentrando em habilidades e perícias como invasão de eletrônicos, diplomacia através de diálogos, e melhorias nos seus implantes biocibernéticos, que aumentam sua capacidade de combate, ou sua habilidade furtiva.”


Bom confesso que fiquei meio “assim” antes de adquirir esse jogo, por que eu já vi um com estética semelhante que ODIEI, foi o “Dead Space 2” terrível, péssimo, não recomendo nem como enfeite de caminhão, mas os gráficos são bons, a jogabilidade também, mas a historia de Power Ranger no espaço é sofrível. Mas Deus Ex é diferente, melhor em tudo e com uma historia que eu a muito não via.
E o Visual?
Deus Ex tem um mundo caótico, onde as grandes organizações superam os governos e literalmente mandam nas vidas das Pessoas, é um jogo fictício para pensar, vale a pena conferir.




Game Play:

Goste ou não Deus Ex é um RPG com um pouquinho de Shooter.
No jogo você tem seu corpo quase todo robótico. então você da upgrade do jeito que você quiser.o jogo fica te dando experiência para cada escolha que você faz. você achou um caminho secreto por destruir uma parede? 400XP passou uma área sem ninguém ao menos te ver? 300XP
e por ai vai. mas escolha bem qual Upgrade você vai pegar. pois se você escolher aumentar o seu; Skill de Hacking, talvez você não consiga ver através de paredes ou talvez não consiga ficar invisível ou consiga fazer um buraco na parede e pegar o seu inimigo.
Todos os minigames até os de Hacks são legais. você só demora para pegar um jeito mas ainda é legal.
O jogo pode ser focado no Stealth ou no Shooter é a sua escolha que vai definir a maneira que o jogo vai fluir. Então pegue o jeito que você preferir e vai nessa.
A dificuldade do jogo é bem difícil já aviso já! No Normal você leva 3 tiros e adeus.
Eu gostei disso, mas outras pessoas podem não gostar. A escolha é sua.
Gráficos:
Dourado no Escuro, passando a Ideia de uma nova Renascença, de forma Geral (Claro que tem seus Defeitos) Eu gostei desse Jogo, estou ansioso para saber como essa historia vai se desenrolar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Alien Storm - um game fodástico de 8 e 16 bits

Dos mesmos criadores de Altered Beast (o jogo mais difícil do universo conhecido), Golden Axe (aventura medieval que entrou na minha vida antes do D&D), Shinobi e Cyber Shinobi (joguinho do ninja que pulava a cerca, lembra?), a SEGA em 1990 trouxe para o universo do beat'em up Alien Storm, um dos jogos mais fantásticos dos 16-bits, que também teve uma versão para 8 bits (Master System). E dessa  vez o Velho Noob te dá de presente a minha resenha sobre esse jogaço que fez da minha infância um lugar mais divertido. Veremos também as diferenças entre as versões de Arcade que foi onde o jogo nasceu, e as versões para Mega Drive e Master System.
Bom, eu sempre gostei mais dos games da SEGA que os da Nintendo porque os da SEGA sempre apresentavam temas mais "adultos" e visual mais sombrio, muitas vezes politicamente incorretos (coisa que hoje seria mais difícil de fazer com essa maldita moralidade que está regendo as artes. E dane-se o que se diga, VIDEOGAME pode sim ser arte e muitos jogos o são). 

abertura do Master System e do Mega Drive,
bastante parecida
O Enredo

Garth, Karen e Scooter possuem uma barraquinha de lanches na cidade ("qual cidade" não faz diferença), apenas uma fachada para ganhar uns trocados, porque quando surge uma ameaça, é a hora de vestir os uniformes e encarnar os Alien Busters, caçadores profissionais de alienígenas. Eu confesso que essa é uma profissão bacanuda do car***** e é bem melhor que a minha (sou professor de editoração gráfica e web designe, e comediante Stand Up nas horas vagas).
Os aliens estão desovando larvas nos alimentos (Deus salve a ingenuidado dos anos 80-90) e alguns moradores da cidade foram infectados e acabaram tornando-se aliens também. Parece um roteiro idiota pra você? Pra mim também. Mas quantas horas voce passou jogando Counter Strike? E cadê a porcaria do roteiro?
Voltando à matança de aliens:
Cientistas resolvem aproveitar uma invasão alienígena para fazer experiências com o cérebro dos alienígenas capturados, com isso o trio de caçadores de aliens unem as forças para invadir o laboratório, destruir tudo e botar um fim em toda essa ameaça. Claro, nada pode ser mais perigoso que experiências com cérebros alienígenas.
Acredito piamente que alguém na Sega bebia usava ácido naquela época.
O jogo é duro, difícil e com uma modalidade avançada de dificuldade. Definitivamente não é um jogo para jogatinas casuais. É o tipo de jogo que é melhor ter a intenção de derrotá-lo ou ele vai fazer voce piar baixinho.
No Arcade o game era mais fodão. Tinha gráficos fodões e chutava a bunda de muitos beat n up's da época. como Street of Rage, por exemplo. Sei lá, nunca gostei de Street of Rage, apesar de ter jogado bastante. Minha experiência com Alien Storm foi primeiramente no Master System, e só depois fui conhecer as outras versões. O engraçado é que a versão 8 bits era um port, já que o game foi lançado inicialmente para 16 bits. Coisa comum na época, vide Mortal Kombat e a aberração antinatural chamada Moonwalker.
A versão para Mega e Arcade naturalmente ficaram mais incríveis e dinâmicas, com gráficos mais bem trabalhados e uma engine mais funcional, com controles menos duros. Além de uma personagem à mais, a garota Karen, que não existia no Master System. Coisa escrota da época, era mutilar os games para fazer os ports funcionarem com as limitações do console inferior. Foi assim com o citado Mortal Kombat também. Mas não é só isso: A versão Master contou com um acréscimo de 200% de dificuldade.
No mais, estava tudo lá: A música fodástica 9que foi magistralmente reproduzida, mesmo no 8 bits. Era empolgante demais ligar o velho Master e me deparar com aquela tela bizonha do olhinho se contorcendo. E até hoje acho foda a trilha da primeira fase (essa mostrada na demo do jogo).



Os Controles


Eu sofri muito com as limitações desses
dois únicos botões.
Se voce é velho o bastante pra ter jogado isso ligado na sua TV, sabe bem do que estou falando. O jogo é difícil pacas. Primeiro, porque voce não pula. E por todos os pixels do Atari, como eu odeio jogos onde voce não pode pular. O segundo botão do Master que deveria ser usado para pular, DEVERIA, serve para dar uma cambalhota muito grotesca. Sim, ela é util e serve até melhor que um pulo na tarefa de se esquivar de inimigos. Mas continua sendo grotesco. O estranho é que a função de PULO não existe nem mesmo com o terceiro botão do Mega. Isso torna a jogabilidade meio doentia. Outra coisa foda do game era acertar seus benditos tiros. Por mais que os dois (ou três) personagens tivessem ataques diferentes, a animação deles era a única coisa que os diferenciava, já que o dano causado e o alcance era o mesmíssimo. e o alcance era ridiculamente mínimo, o que te obrigava a estar bem próximo dos inimigos para acertá-los, o que nos leva à desenvolver um timming perfeito no controle ou - ADIVINHA - game over (pense num Golden Axe com aliens).  Os personagens ainda tinham ataques especiais bacanas, do tipo "limpa tela", que no Master era disparado quando voce apertava os dois botões juntos. Isso não chegava a ser um problema, mas era bem complicadinho de jogar com os famigerados botões falhando.
O game tem ainda as famosas fases de bônus em primeira pessoa (SHINOBI? Alguém falou SHINOBI?) que servia para voce ganhar power ups e vidas extras, mas que na verdade o maior barato era mesmo ficar destruindo todas as prateleiras daquela loja de conveniência.
Gráficos do ARCADE, muito muito muito bons.
Enfim, um game que te vence pelo cansaço se você não possuir o espírito forte. Eu zerei, conheço muita gente que zerou, mas conheço também um bocado que jogou (seja no master ou no PC) e desistiu bem no comecinho. As fases possuem uma dificuldade progressiva e tem uma curva de aprendizagem mais íngreme que as pernas de um Colosso naquele joguinho Forever Alone do PS2.
A versão do ARCADE vinha com a maravilhosa opção de jogar em 3, escolhendo a guria pra ajudar. no Mega, a estrutura continuava basicamente a mesma, mas se voce quisesse jogar com um terceiro amigo era preciso usar um daqueles lendários adaptadores para a entrada de joystick. Eu nunca vi nem comi, só ouvi falar. A versão que eu mais joguei, como devem saber, foi a versão do Master System, que mesmo sendo graficamente inferior e com a jogabilidade                                    
A versão para Mega drive reproduziu
muito bem os gráficos do Arcade.


A do Master.... hmmm...
  nem tanto
Very Extreme Fucking Hard ainda me manteve horas e madrugadas à fio na frente da minha velha 14 polegadas. Essa versão, esse port, era muito inferior mesmo, com gráficos insultantes se comparada às versões originais, mas era muito divertida de se jogar e eu realmente me diverti bastante com esse, que é um grande clássico dos videogames.

Comparativamente, o Arcade sai na frente, com um show de efeitos e gráficos que rodavam à mil em 16 bits, dando porrada em muito joguinho metido à besta da época, como o próprio Final Fight. mas não vou afirmar que seja melhor que o beat do SNES, mas na minha memória tem um lugarzinho mais especial.Se voce nasceu nos ridículos anos 90 e quiser jogar um pouco da versão do Master System, é só clicar aqui: ALIEN STORM MASTER SYSTEM - cortesia do site VALHALA JOGOS , cujo banner você vai encontrar ali do ladinho.

DEIXE seu comentário e suas experiencias com games antigos, sugestões de matérias e coisas afins! Sua opinião é importante para toda a equipe do Velho Noob!  E se gostou, siga nosso blog e divulgue!
Grandes abraços e boa jogatina!



Cartinha ao Papai Noel

Querido Papai Noel,

Confesso e aceito que no ano passado fui um vilão do nivel do Bowser. Talvez ate pior, ja que ao invés do cliche "rapto da princesa", zerei varios jogos usando GameShark, walk-a-through e cheat codes.
Sei que também me masturbei vendo a Sammus de maiô e a Croft tomando banho, quando o unico credito nisso foi ter zerado Super Metroid com 100%. Sei que apoie Shadaloo na conquista do mundo sendo quase um Psycho Crusher, fiz fuck you no Janken po do Alex Kid in miracle world, joguei com o Ed no Tekken, errei o fatalaty do Escorpion no Mortal 1, matei o player 2 na maioria das partidas cooperativas de Bomber Man (fucking cheats... hehe), zerei Star Wars do lado negro da força, joguei tetris no easy, vendi meu Brick Game para sair com uma garota, matei o Bison com o Bison, so para o Bison vencer e eu não precisar de perder, deixei de ajudar aquele Frog estupido do Star Fox, apertei select depois de cair em um buraco com o Mario, so pra jogar fora a "peninha" do inventario e sacanear o proximo player ( Ninguem decente joga com o Luigi. ), Dei flexada no Butcher so pra sacanear a campanha online no Diablo, e por falar no chifrudo, espalhei rumores do lançamento do Diablo III, qdo nem a engine tava concluida(Sim, FUI EU!).

Até entendo que deva existir castigo para pessoas como eu. Entendo que a impunidade trouxe esse mundo cheio de (*denotando nojo na expressão e fala*) funk, ...Disney(exceto Rei Leão), X-Men´s como a "Blink", grupos como x-statics e o Stan Lee no BBT. Entendo que a impunidade gera um mundo baseado em Sexo, drogas e rock ´n roll, o que ate a mim soa bastante tentador, porem o senhor foi muito longe...


*************


Eu acordei cedo naquele 25 de Dezembro. Corri desesperado pela casa em busca do meu tão esperado presente. Vasculhei as caixas, observando os tamanhos e qual não foi minha surpresa quando vi meu nome em uma das caixas cujo o tamanho não condizia com o que eu pedira...

"Plin", uma gota de esperança... A não ser, obvio, que a Capsule Corp. tivesse exportando pro Brasil... Mais a alegria durou pouco.

Rasguei o papel imbuído pela gota de esperança da CapsCorp, sem me importar com a decepção e talvez esse tenha sido meu erro. Ao ver o que era, ou melhor, o que não era, não pude suportar... Desmaiei...

Acordei com meus pais assustados, achando, obvio, que era emoção e felicidade quano no meu peito havia despreso... Havia odio... Havia Winning Eleven 15...

*risos* Eu sorri... Abracei todos e ate coloquei ele dentro do meu video-game. Afinal nossos pais não tem culpa de existirem pessoas como o Senhor. Me doeu o peito ver aquelas animações, e por um momento pensei escutar meu console chorando, porem ele também é forte e suportou tudo caladinho. Silenciosamente obediente ate esse momento... Ate este agora onde reescrevo uma carta para o senhor.

Ria gordinho vermelho se deliciando com "Meu" pedido... e aproveite e Zere Dragon Age como suplica.

Desejo que perca tempo zerando "Contra" para ver aquela animação ridicula de 3 segundos no final. Desejo que zere Spider Man e veja so a foto do carnificina como final... e pra terminar... Desejo do fundo do meu coração, que voce zere Pitfall Snes... Que gaste seu tempo pulando, socando, jogando aquelas bombinhas estupidas e no final, veja o pai dele amarrado na pedra, e vc so vai entender que é o pai dele, pq eu falei velho estupido, ja que o que esta amarrado la, é o pai dele versão Atari. Pixels verde claro e escuro... desejo que sofra com tudo isso, assim como eu sofri com este "Nada" que vc me mandou...

Agradecido,

Franco Nascimento

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal Wookie

ESPECIAL DE NATAL STAR WARS?

 HOLLY CRAAAAP;



Meus olhos e ouvidos estão sangrando agora mesmo.
tradução para o português cortesia do parceiro NOSTALGIA CRITIC BR


Merry Christmas!



Que nesse Natal mitra devolva em dobro tudo o que voce desejou o ano inteiro para os outros!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CHOPLIFTER - Master System - SALVE AS PESSOINHAS!



Porque raios o pessoal 
da SEGA 
nunca fazia uma capa que 
prestasse para o MASTER?
Essa semana li uma notícia que me agradou muito: será lançado finalmente, para os consoles desta nova geração, um jogo de helicópteros depois de tempos sem um decente. Na verdade, acho que depois dos 32 bits eu NUNCA MAIS VI UM MALDITO JOGO DE HELICÓPTERO NA MNHA FRENTE, e antes que voce me lembre daquela aberração que circulou pelo Nintendo 64, eu vou logo dizendo que estou me referindo a jogos minimamente "jogáveis". 
O bom é que om essa notícia relembrei os grandes jogos que já joguei deste gênero que aprecio tanto, e me lembrei de um em especial que mexeu com toda a minha infância: Choplifter, para Master System. Sinceramente é um dos meus jogos favoritos no console 8 bits da SEGA, um game que me encantou com sua combinação de vários bons elementos numa fórmula que realmente deu certo.
Lançado em 1986 para o Master System, o jogo teve sua primeira versão lançada em 1982 para Atari 5200 e Apple II, segundo a Wikipedia. extensa pesquisa que fiz para escrever essa matéria.  
O jogo foi desenvolvido por Dan Gorlin, um produtor independente que na verdade nem pensava em ser designer de games. Gorlin trabalhava em pesquisas de inteligência artificial em Los Angeles, estava em casa a 6 meses sem nada para fazer e só tinha um Apple II de seu avô e muito tempo livre. Assim nasceu Choplifter, um grande jogo que surgiu da junção da capacidade de Gorlin à sua afinidade por helicópteros.

GAROTAS JEDIS tem a FORÇA


Senhoras e senhores, gostaria de agradecer imensamente pelo crescimento exponencial do nosso site em menos de UMA SEMANA de vida, o que prova que existe mais NERD e gente atoa na net do que se pode prever nas estatísticas.
E como prova, de que além de NERDS nós conseguimos atrair o público feminino, temos uma novidade fofinha e cheirosa na nossa grade de parceiros do site. Eu quase sofri um AVC quando vi isso aqui, ó (acho que vou emoldurar esse Print) :

Uma pequeno passo para um nerd, mas um grande passo para a nerdicidade (oi?).

QUEM DISSE QUE MULHERES NÂO SE INTERESSAM POR ASSUNTOS NERDS?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TRASNFORMERS RESUMIDO



NOSTALGIA CRITIC, o sujeito esbravejando do vídeo, foi quem me inspirou a lançar o Na Cama Com Lacerda, que durou duas temporadas no youtube. Muito em breve estarei com novos vídeos na internet. 

AGUARDEM

Episódio épico! - DEXTER

[ALERTA DE SPOILER] Mais um final de temporada emocionante de Dexter, mais nove meses a espera do próximo.

No início do episódio, pensei que realmente a série estava perdendo sentido, falando sobre Deus e outras coisas inúteis, mas como Dex nunca me desaponta, o final foi épico!
Antes de falar porque o epi. foi "épico", vamos esclarecer umas coisas, wft foi aquilo da LaGuerta ajudando e apoiando a Deb? espero que esclareçam isso na próxima temporada .. e Louis? vai ser o vilão da próxima temporada, vai so fazer da vida de Dex um inferno? E pra que aquele presente? Curiosidade matando aqui. 
Jamie, ah, a babá mais fofa, tem que ficar com Dex né? Louis é só um passatempo u-u. And the little Harrison, (ele se assustando com o Travis, foi triste, mas fofo-ele nao consegue nao ser fofo). 
Por falar em Travis, que porra foi aquela no último episódio? tinha alguma necessidade de querer matar o pequeno Harrison? e ainda o trocar pelo Dexter? what? Dex tem alma pura agora né? A loucura de tal pessoa me deixou um pouco doida também. 
E Deb? ah, acho que agora ela relamente se tornou adulta, amadureceu, procurou ajuda que tanto precisava, descobriu seus verdadeiros sentimento, e por um momento, tinha controle sobre eles. Ela estva incrível nos últimos epi. dessa temporada. Mas tudo tem um limite né, quero ver o que vai acontecer, já que ela [..] - volto a falar daqui a pouco.
Finalmente,"Dex.A father, a son ... a serial killer!" Ah, sem brincadeira, dexter virou mais um super herói nessa temporada, pode-se contar em uma mão o número de pessoas que ele matou, já o número que ele salvou, é incrivelmente gigantesco, se tratando de Dex. Mas acredito que ele tenha crescido muito nessa reta final, até demais pra mim.
Aaaaah, o final, que final foi aquele? sabia que isso fosse acontecer nessa temporada, mas não que seria nos segundos finais, imaginei uma outra coisa bem difenrete, e acredito que todos os outros fãns também, e agradeço muito por nao ser como esperavamos. Deb realmente decidae contar a seu "irmão" seus verdadeiros sentimentos por ele, e que momento mais perfeito ela poderia escolher? Exato, não existia mais perfeito que aquele. Todo o desfecho da temporada em dois míseros minutos. Os dois melhor dois minutos  de toda a temporada, a morte de Travis e a revelação, Dexter, um serial killer, o irmão perfeito, o pai perfeito, o geek, o cara do sangue, the bay harbor butcher. Então Deb, ele é o cara que ninguém mais consegue ser? 
Como disse o próprio, "OH GOD".

Que venha a 7ª e 8ª temporadas!
Por @annaf_s

Boa segunda feira.

Quando eu tiver uma filha, ela será exatamente assim.
Não importa o que seja dito, dane-se, será assim.

LOCADORAS DE GAMES e Como eu roubei um cartucho uma vez.

Eu me lembro bem que os jogos de vídeo game fizeram parte da minha infância e pautaram as etapas da minha vida. Posso estar irremediavelmente velho agora (no auge dos meus 24 anos), mas se considerarmos que ganhei meu primeiro console aos 6 anos (foi um nostálgico Atari 2600), foi uma longa trajetória gamística até aqui.
Hoje eu não tenho nenhum vídeo game em casa. Porque infelizmente não disponho de tempo para sentar na frente da TV e ligar o aparelho, aquele ritual todo. A minha vida hoje é bem atarefada e minha agenda está mais apertada que jeans de funkeira. Trabalho, estudo, stand up, namorada, amigos. Contrariando ao clichê do blogueiro eu tenho uma vida social agitada até demais.



Por isso tenho um paraíso de diversão garantida no meu notebook. Tenho ali os mais improváveis jogos que puder imaginar, em ROMS separadas direitinho por pastas e catalogadas como se fossem os telefones das ex-namoradas e ficantes naquele caderninho negro que todo homem tem. Tudo com muito carinho, porque a emulação é a forma que tenho de exercer meu hobby e minha paixão, que são os jogos de vídeo game.
Principalmente, os jogos antigos, da geração que mais me marcou:  8 e 16 bits. Podemos até pensar que na 32 bits eu estava presente, e estava mesmo, com meu Playstation quadradão, que mal cabia no hack da sala. Na verdade, eu acompanhei bem de perto até a geração do Nintendo 64. Depois disso eu perdi o fio da meada, as coisas foram rápidas demais e eu já estava obrigado a ter um emprego e não tinha mais tempo para jogatinas por noites à fio. E é claro, arrumei minha primeira namorada, o que explica muita coisa.
Mas eu desviei o raciocínio aqui. Comecei a escrever para falar sobre uma coisa que sempre fazia meus fins de semana divertidos: Jogatinas madrugada adentro e alugar jogos.
Bom, eram épocas mais difíceis, mas bem mais divertidas. Pode parecer absurdo pra você ai que está lendo isso no seu computador, acostumado a navegar enquanto baixa um filme para seu HD. Eu mesmo, como já disse, tenho gigas e gigas de ROMS de games no meu PC. Sem contar meus filmes e séries, que não podem faltar, tudo na base do “deixar ali baixando enquanto faço outras coisas”.
Porém, amigo molecote imberbe, nem sempre tudo foi tão EASY. Na verdade, era very very hard.
Como já contei em outra matéria, eu tinha / tenho um amigo de infância , Ygor, que foi um de meus maiores parceiros de games até hoje. E conheci ele por causa do Master System que eu tinha na época. Naquela época era assim: Voce precisa sair de casa pra conseguir novos jogos, ou “fitas”. Aqueles cartuchos eram como troféus, e devido à idade avançada do Master System naquela época, era ainda mais raro encontrar uma fita para o console da Sega. Tínhamos duas opções: Ou se conhecia alguém e a coisa funcionava na base do “te empresto meu Sonic, voce me empresta Moonwalker”, ou voce alugava jogos nas disputadas “locadoras de video game”.
Deixe-me explicar uma coisinha. Estávamos na metade dos 90, e era já a geração 16 bits. Eu nasci em 87, entao minha infância se deu justamente na década do Tetra e dos Mamonas Assassinas. Acontece que minha família não dispunha de muitos recursos financeiros, e eu estava sempre um passo atrás na evolução dos consoles: Enquanto os vizinhos ganhavam seus Super Nintendos e Mega Drives de Natal, naquele dezembro de 96 o Papai Noel me trouxe um estiloso, cinza, fodástico e compacto Master System III, com o Sonic: The Hedgehog na memória. Jogo esse que foi meu único jogo até algum tempo depois, quando conheci outros. Sim, haviam outros meninos espalhados pelo globo que ainda não haviam evoluído para os 16 bits. Até então, meu sonho era poder jogar todos aqueles joguinhos que eram mostrados na parte de trás da caixa (risos).


Inônico é pensar que HOJE EM DIA tenho condições de comprar os videogames mais modernos, mas não tenho tempo de jogá-los.
Outra coisa que ajudou bastante minha vida foram as LOCADORAS DE VIDEO GAME, que abriram como uma febre em minhas cidade naquela época. Foi nessa época que conheci o tal Ygor e seu cartucho do Indiana Jones. Um jogo que até hoje eu tenho calafrios de pensar, devido à seu “time” para completar a fase. Era frustrante perder toda hora não por haver morrido, mas porque a porcaria do tempo acabou.
Mas além dessa loucura divertida que era descobrir que um cara lá no bairro tal tinha uns cartuchos de Master, e ir atrás dele, e fazer amizade, e trocar jogos, e criar “clubinhos” e etc, havia agora a oportunidade de alugar um jogo, levar pra casa, se trancar no quarto e passar a madrugada jogando. O Ygor e eu, mais alguns outros vários moleques (para terror absoluto de minha mãe) fizemos isso diversas vezes. Era muito divertido. Alugávamos um cartucho, sempre no fim de semana (pra poder entregar só na segunda) e nossa missão era zerar o joguinho antes da data de entrega. Para tanto iam-se madrugadas inteiras revezando o controle. Nesse esquema, nós zeramos vários jogos épicos do console, como o Black Belt, Super Mônaco, After Burner e Alex kidd.
Até que descobrimos o jogo que mudaria o rumo das coisas:
Ys: The Vanished Omens”. (musiquinha épica no fundo). Se voce ainda não sabe que jogo é esse, ou nunca ouviu falar nisso, eu escrevi uma matéria recentemente sobre ele.
Esse jogo consumiu horas e horas de minha vida e de meu sono, consumiu nosso frágil intelecto daquela época. Foi preciso alugarmos várias e várias vezes o cartucho lá na LANTERNA MÁGICA (locadora que existia, a única com o jogo disponível, e ficava do outro lado da cidade).
Mas todo fim de semana, era a mesma coisa, o mesmo problema: Nós conseguíamos as devidas permissões para um dormir na casa do outro, daí montávamos o acampamento e providenciávamos nossas provisões (salgadinhos e refrigerante), atravessávamos a cidade para a tal locadora e pagávamos a locação da fita até a próxima segunda. Com nossa grana, fazíamos uma vaquinha pra isso. Era engraçado, era sadio e divertido, tudo era uma aventura. Pegar o ônibus, alugar a fita, voltar, comprar as provisões, conseguir autorizações dos pais pra dormir fora de casa, etc ect etc.
Daí chegava o grande momento, colocar a fita no console e desbravar aquele mundo inóspito para mais uma madrugada de aventuras e jogatina.
MAS CADÊ NOSSOS SAVES?
Uma coisa muito comum em locadoras, é quando voce aluga um jogo mais longo, voce salva o progresso na fita. Mas voce tem que devolver pra locadora. Daí o próximo a alugar vai... adivinha.... gravar por cima ou apagar a merda do seu SAVE!
Foi assim umas tres semanas, tendo que reiniciar o game. Sério que devemos ter jogado a primeira etapa do jogo umas 5 ou 6 vezes. Sabíamos tudo de cor e salteado.
Foi então que minha mente maquiavélica infanto-juvenil teve a mais sagaz, brilhante e contraventora idéia que uma criança jamais teve na história:
DECIDIMOS TROCAR OS CHIPS DOS CARTUCHOS E ROUBAR O YS PRA  GENTE.
Foi ideia de criança, idéia de gerico, coisa de moleque. A intensão não era roubar, tampouco cometer um crime. Foi a coisa mais inocente que já fiz em toda a minha vida. Talvez a única, de fato.
E antes que algum moralista venha me chatear dizendo que a blablablablablablablabla, eu vou dizer que eu não me arrependo nem um pingo disso e eu tinha uns 15 anos mais ou menos.
Foi mesmo uma idéia cretina e até hoje imagino a cara do moleque que alugou a fita em seguida, colocou o cartucho no console e tcharããã.... TOM and JERRY!
HAHAHA.

Bons tempos.

Voce que baixa jogos da NET não faz a menor idéia do que é ser feliz.

domingo, 18 de dezembro de 2011

YS: The Vanished Omens - MASTER SYSTEM

Eu roubei esse cartucho da locadora. Eu ROUBEI esse cartucho da locadora. Sério, EU ROUBEI ESSE CARTUCHO DA LOCADORA.

                             
Uma de minhas maiores frustrações nessa vida é nunca haver chegado ao final desse game. 
                              

Então aquele era o Master System. Eu tinha 15 anos. Mais ou menos isso. E tinha meu amigo memorável, de infância, o Ygor. A gente passava madrugadas inteiras jogando esse game. Esse e vários outros games do Master System. Nossa amizade começou, aliás, justamente por causa do console de 8 bits da SEGA. Eu havia acabado de me mudar para o bairro e soube de um cara que conhecia um cara que conhecia outro cara que tinha uns cartuchos de Master System. Isso numa época em que os filhinhos de papai já ganhavam seu Super Nintendo de Natal. Então conhecer Ygor foi como achar o último Big Mac na África. Lembro bem que o jogo que trocamos na ocasião foi o INDIANA JONES (que até hoje figura em minha memória como um dos games mais dificeis de se jogar).

Pois bem, numa outra ocasião conto como esse cartucho veio parar em minhas mãos (é uma longa e divertida história de delinquência juvenil) , mas o que nos interessa é que naquele mesmo ano nós nos deparamos com o odiado e ao mesmo tempo idolatrado YS: THE VANISHED OMENS.

ESSE JOGO FOI RESPONSÁVEL POR ME DESPERTAR PARA OS "GAMES SÉRIOS".

Sobre o jogo, há muito a se dizer. Mas primeiro o plot: Entramos na pele de Adol Christin, e o jogo começa a partir do momento que ele chega em Minea. 

Agora vamos simular o que ocorre na realidade, partindo do fato que “com certeza” você está jogando no próprio Master System: “você coloca o cartucho e aperta power, eis que surge uma linda tela de abertura, com uma mulher nua segurando uma bola (e na época aqueles pixels pareciam mesmo pornográficos) … de cristal! É uma mulher nua segurando bolas de cristal, YS escrito em letra bonitinha e o subtitulo embaixo. Como tradição do Master System, não havia muito o que configurar. Quer dizer, não havia NADA. Só bastava apertar start (botão 1, no caso) 
Bom, você então inicia o jogo e começa a andar pela cidade de Minea. 

Pulei algo? Não, e é assim que Ys começa: Sem aberturas, apresentações, histórias, tudo aquilo que hoje é obrigatório, em Ys, você começará e sairá jogando. Parece estranho, mas visto que muitos RPGs hoje considerados épicos começaram assim, nossa opinião terá uma segunda chance. Voces que estão ali jogando Skyriin tenham a decência de conhecer e respeitar as origens do gênero.

Um dos encantos do enredo de Ys é justamente não “cuspir” a história para o jogador como se o jogador fosse um retardado mental sem massa cinzenta. Hoje em dias os RPG's fazem isso com um vídeo de 45 minutos contando toda a história pra voce. Isso é ofender sua inteligência. Não deixe ninguém fazer isso com você. 

No Ys, conforme sua aventura progredir, você montará pedaços fundamentais do enredo, portanto, seu objetivo não é totalmente claro em praticamente todo o desenrolar do enredo, e só será possível descobrí-lo encaixando todos os pedaços desse misterioso quebra-cabeça. Inicialmente, como em todo bom RPG, você conversará com as pessoas do vilarejo, tomará umas e outras, e claro, fará bicos para conseguir uma graninha, afinal, todo herói já foi um cara ordinário algum dia. Mas logo que você falar com a mística Sara, seu destino inicial será revelado, e assim sua jornada começará a ganhar sentido.

                                      

Como curiosidade, eu acrescento que eu e esse amigo, o Ygor, passávamos horas e horas copiando os textos para um caderninho, onde com o auxílio de um dicionário básico, íamos traduzindo palavra por palavra. Naquela época não fazíamos a menor ideia de como se falar inglês, então as traduções ficavam precárias. Mas prosseguíamos deduzindo a historia.

FALANDO DE QUESTÕES MAIS TECNICAS AGORA. Mesmo limitado ao joystickzinho quadrado de dois botões do Master System, o sistema de Ys não trará complicações aos noobs aventureiros iniciantes, você terá disponível um menú com 6 opções básicas, mas que suprem todas as necessidades do jogo: 
Exit: Se você não quiser apertar o botão 1 para sair do menú, pode sair pelo “Exit”. Bom, pode até ser útil, vai que seu botão 1 não funciona mais. Tô brincando, essa função é ridiculamente inútil mesmo. 
Status: Aqui temos uma tela com os atributos base do herói, seu nível (Level), seus pontos de vida (HP), sua força (STR), sua defesa (DEF), sua experiência adquirida (EXP - isso voce vai aprender a acompanhar de pertinho, vai por mim) e a quantidade de dinheiro (GOLD). Logo abaixo, temos o nome de todos os equipamentos utilizados no momento. 
Equipment: Nessa tela podemos equipar e retirar os equipamentos que possuímos. São eles: Sword (Espada), Shield (Escudo), Armor (Armadura), Item e Ring (Anel). Eu traduzi isso porque estou ofendendo sua inteligência propositalmente. 
Read Book: Esse sub menú só terá utilidade quando for adquirido o primeiro dos seis livros da profecia. Após isso, você poderá lê-los a qualquer momento e descobrir mais sobre a obscura história de Ys. 
Load Data: É possível ler um jogo que foi salvo. Pode parecer simples, mas muitos jogos pecam por não terem essa simples, mas imensamente útil opção. (NOTA PESSOAL: Se voce estiver MESMO jogando no Master System, saiba que o cartucho tem uma bateria interna para armazenar os saves, e no ritmo de jogatina diária - e sim, voce passará horas fazendo isso - ela tende a não durar muito e então, misteriosamente, seu save irá para o espaço. 
Save Data: Pode salvar um jogo, aparentemente também leviano, mas bom, pense que muitos RPGs dessa época ainda utilizavam passwords. Poisé, e de quebra, você ainda pode salvar no local que quiser, sem a necessidade dos terríveis pontos de save. ISSO SIM É MARAVILHOSO. 

Geralmente uma das coisas mais esperadas para se julgar um bom jogo de RPG, claro, são as lutas! E quando esse momento chega em Ys… arrrrrrgggghhhhhh! Já vi calopsitas mancas e caolhas lutarem com mais dinamismo. Bom, resumidamente, você terá que literalmente bater de encontro com os inimigos, se você for mais forte, matará, se for mais fraco, tomará, nada muito complexo. Até os jogadores de wii vão entender isso. Com o tempo você pegará algumas manhas, do tipo esquivar-se rapidamente e desferir um golpe sorrateiro pela diagonal num ângulo de 135°, o que parece simples, mas isso exige um pouco de prática com aquele controlezinho. A hora que você mestrar essa técnica ancestral, garanto, seus oponentes não terão uma segunda chance. Nem preciso dizer que, como em todo “Oldschool RPG”, horas de combates serão perdidas para se conseguir níveis, e assim partir para o próximo castelo ou caverna. É aquela velha história de ficar na área fácil dando porrada nos bichinhos fraquinhos até dar Level up.

                                     

É fato que os labirintos de Ys são desafiadores, prepare-se para rabiscar alguns papéis, pois boa parte dos segredos do jogo estão escondidos nas entranhas mais obsoletas de templos e cavernas. Passagens secretas são uma constante, em algumas partes, acho que perdi os poucos fios de sanidade que tenho. Claro, nada comparado com os labirintos estratosféricos de Phantasy Star (to falando do PRIMEIRO, também do Master). Mas ainda assim explorar esses labirintos é muito foda, com a visão de Ys, que é isométrica, e várias horas serão perdidas tentando-se desvendar portas ocultas e tesouros escondidos, e isso garanto, é o maior desafio dessa jornada.

                                      

Ys é um jogo que ultrapassa gerações, e cada geração que atravessa, deixa mais fãs, tanto pela bela história quanto por sua músicas inesquecíveis. Ganhou trocentas outras versões e continuações para plataformas diferentes, e essa aqui do Master System, apesar de ostentar gráficos antiquados e um sistema simplório para os padrões atuais, devemos nos conter à época em que foi lançado (1987), até mesmo antes do clássico Final Fantasy. Em um âmbito mais pessoal, minha paixão pelo 1° Ys é muito maior do que pelo 1° Final Fantasy (que aliás, é uma série que eu detesto), mas isso senhores, não pode ser discutido, pois tem caráter fortemente nostálgico. No geral, Ys é um jogo excelente, e recomendo para pessoas que não possuem preconceito pelas técnicas ultrapassadas que estão evidentes, mas conseguem olhar além do óbvio, que é um mundo original, um enredo digno de um livro, com personagens bem elaborados, e além disso, consegue ser muito divertido e desafiador. 

Ys sempre será um dos medalhões do RPG, e tenho dito.

E UM DIA, UM DIA, EU AINDA VOU ZERAR VOCE, SEU JOGUINHO IMBECIL.


Curiosidades 

- A primeira vez que você viu Goban Tovah, o líder da guilda dos ladrões, não teve a ligeira impressão que já o viu em algum outro lugar? Tipo, no Village People? 
- Ys para Master System foi o 2° relançamento para um console, porém no geral, foi o 7° relançamento do jogo desde sua primeira versão de PC-8801. Todos os relançamentos ocorreram entre o período de 1987 a 1988. 
- A versão de Master System é a primeira tradução em inglês do jogo, por isso, muitos nomes de personagens e itens foram traduzidos de forma diferente do que vemos nos jogos atuais. Por exemplo, nomes como Aron (Adol), Jeba Tova (Jevah Tovah), Luther Jema (Luther Gema), Dulk Dekt (Dark Fact), e lugares como Zepik Village (Zeptic Village), Palace (Shrine) e Tower of the Doomed (Darm Tower). 
- A versão japonesa chamava-se Ys, a versão norte-americana chamava-se Ys: The Vanished Omens e a versão trazida ao Brasil pela Tec Toy, chamava-se Y’s. SIM, TINHA A PORRA DE UMA VERSÂO TRADUZIDA QUE EU NUNCA VI NA MINHA FRENTE. 


MINHAS CONCLUSÕES FASCISTAS SOBRE O GAME

Gráficos: 

Muitos comparam a versão de Ys para NES com a de Master System. Teoricamente, no NES deram uma remodelada nos gráficos, adicionando texturas e objetos - coisa que a nintendo vive fazendo até hoje, que é tirando o caráter dark dps seus jogos, mas na prática, a versão de Master System é muito mais fiel a original do computador PC-8801. Para o potencial gráfico do console, Ys não pode ser considerado um auge (notoriamente o console atingiu picos mais altos em outros títulos, como Moonwalker), mas possui cenários grandes e bem coloridos, o desenho dos personagens principais são muito detalhados, e outro ponto forte são os sprites de NPC’s e inimigos, que apesar de não haver grande variedade, são bem simpáticos. Mesmo sem a menor animação que seja, nem para caminhar.

Música: 

Só tenho duas palavras para descrever essa experiência, Yuzo Koshiro, para quem não está familizarizado com o nome, trata-se simplesmente de um dos maiores gênios da música de videogames, que junto com Mieko Ishikawa e Abe Ryuujin, fizeram mais um clássico. Por tratar-se de um port, as músicas foram originalmente compostas para PC-88, e na versão de Master System foram arranjadas pela “Sound Team J.D.K”, equipe de som da Falcom. Ou seja, traduzindo esse blablabla, o que essa galera fez foi pegar os sons que eram mais complexos na versão original e fizeram um milagre ao possibilitar que rodassem com dignidade na plataforma de 8 bits. As músicas de Ys são épicas e continuam conquistando novos adeptos que não puderam apreciá-las na época. “Feena” e “Fountain of Love” são músicas tenras e que ficam na memória, já “First Step Toward Wars” e “Tower of the Shadow of Death” são músicas heróicas. Claro que sei disso hoje, já que na época eu não dava muita bola pra isso. Temos também as músicas de chefes, que sempre foram o ponto forte de Koshiro, como as enérgicas “Holders of Power” e “Final Battle”, e tenho certeza que você não esquecerá quando Reah tocar sua harmônica, com a belíssima “Temple del Sol”. Vai fazer Ocarina Of Time parecer um grupo de pagode. E digo isso com propriedade, pois salvo a devida proporção, o sentimento épico é o mesmo.
Claro que depois de uma hora seguida jogando voce vai discretamente baixar o som do PC. Ninguém aguenta tantos agudos polifônicos na cabeça por muito tempo.


Enredo:

Originalidade é a palavra. O enredo também é outro ponto forte, o fato de desvendarmos a história de Ys
ao longo do enredo torna o jogo mais misterioso, consequentemente, mais interessante. Muitos fatos são deixados encobertos e exigirão imaginação, pois os segredos estão por toda parte, explorando a sede por aventura. Eu costumo comparar jogos com enredos bons a livros, onde a cada página temos uma nova surpresa, e com Ys é assim, cada novo passo da aventura terá boas surpresas. algumas delas eu confesso que são bem clichês, mas devido a idade do jogo e a originalidade de boa parte dos acontecimentos, um possível preconceito será equivocado.

Jogabilidade

Devo salientar que, para fazer um review, tento esquecer ao máximo os valores sentimentais, e me focar no jogo em si, mas claro, me contendo a sua época. A jogabilidade de Ys é mediana mesmo para a época em que foi lançado, e diria que muitas vezes ela se torna cansativa pela repetição da simplicidade. Se por outro lado temos músicas e enredo criativos, aqui caímos num buraco escuro e tenso, muito tenso. As batalhas realmente não são empolgantes, trombar com seus oponentes constantemente pode torna-se um martírio, ironicamente, falta “Ação” num título de “RPG/Ação”, porém, procurei não descontar mais, afinal, o foco de um RPG não precisa ser necessariamente a dinamicidade, e sim um enredo bem elaborado.

Replay:

Uma vez terminado o jogo, creio que não haverá muitas novidades nem muita vontade de iniciar essa história de novo, pois a maior parte dos segredos do jogo são essenciais para o progresso do mesmo. Porém, por tratar-se de um jogo curto e divertido, acho que vale a pena mais um partida após algum tempo (no meu caso, foram 10 anos, para relembrar essa experiência que é jogar Ys, que posso afirmar sem receios, é um dos melhores títulos para Master System.


FELIPE LACERDA (que aproveitou o embalo e baixou outras roms de Master System aqui no notebook)


ALERTA DE SPOILER NO VIDEO ABAIXO

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Séries e Filmes

RESENHAS SOBRE SÉRIES E FILMES -

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

GTA É UMA MERDA

Tá, me chame de nostálgico se quiser. E eu sou sim. Recentemente comprei um novo notebook para realizar melhor meu trabalho com os vídeos (sim, esse é meu trabalho, acredite ou não). E lá estava eu, é claro, escolhendo alguns games para instalar na maquininha, já que essa rodaria alguns jogos bem interessantes da atualidade.
Mas na frustrante tarefa de garimpar um game que cheirasse a interessante dentre as toneladas de merda da nova geração, eu achei muita pouca coisa boa. Dessas franquias novas, eu realmente acho frustrante alguns titulos. Quer dizer, parece que ninguém faz mais nada como se fazia há 10 anos atrás (ou talvez vinte). Onde foram parar as belas franquias, como Crash, Alone in The dark ...?
Quando ter história ainda era parte integrante das preocupações de uma produtora, as coisas eram mais divertidas. Voce pega um jogo como Full Throttle e o compara com algum jogo da atualidade, como sei lá... o tão famigerado GTA IV . A vontade que tenho é de estourar meus miolos.


GTA é uma merda  (aqui eu prevejo uma legião de fãns enfurecidos armados com tochas e aqueles garfos de fazendeiro que nunca me lembro do nome). Mas a verdade é que é uma merda mesmo. Se voce já jogou qualquer game com um mínimo de esforço na área de ROTEIRO entende o que estou dizendo. Eu concordo que o jogo é um show visual, eu concordo que a possibilidade de voce sair por ai com poucas limitações de cenário em um ambiente totalmente 3D é realmente maravilhosa.
Mas convenhamos que ARKHAN CITY faz tudo isso, sem chutar velhinhas e roubar prostitutas com ainda mais apuro gráfico e - a-han - UM ROTEIRO inteligente (ou pelo menos tão inteligente quanto uma história do Batman poderia ser). E isso não é só a nerdeza falando em mim.
Não vou usar o discurso cagão moralista de que o jogo faz apologia à violência e blablabla por que acho um saco e acredito que já se matou muito mais por influencia religiosa que por influência de jogos de videogame' E nem vou usar o argumento de que a série GTA é a franquia preferida de 10 entre... 10 corinthianos  que conheço. 
Então voce discorda de mim? Ok, eu respeito voce. Da mesma forma que to aqui falando e imaginando que voce pode achar que eu sou um cretino elitista de merda, mas respeita minha opinião.
Pois bem, estabelecido o respeito mútuo, deixa eu continuar: GTA É UMA MERDA ULTRA REALISTA.
O que voce faz em GTA? Voce rouba um carro - não há outra possibilidade no jogo, certo? Voce precisa roubar um - Daí voce sai desembestado pela cidade, atropelando coisas e derrubando tudo o que vem pela frente, onde voce é pontuado por fazer merda. (por esse lado parece a vida real). A questão é: Eu sempre gostei de um jogo, por mais tosco que fosse, pela habilidade dele de me manter na frente do console. Games precisam ser edificantes em algum sentido, precisam me contar uma história. ESSA é a razão principal pela qual eu não sou um fã de jogos de corrida. Games precisam me dizer alguma coisa, e não apenas me fazer mergulhar num show de luzes e sons ritmados, como se eu fosse um retardado mental que não saberia discernir um polígono de um pixel. Eu não quero saber a quantidade de GIGAS que essa merda ocupa no seu HD, porque os jogos que mais me prenderam até hoje foram jogos que caberiam num pendrive.

Bom, a verdade é que já joguei bastante GTA. Eu já quase zerei San Andreas. E teria zerado, se o jogo não fosse, tipo... infinito. O que me deixa chateado é entender que um imenso potencial gráfico daquele é empregado na MESMA maldita fórmula do GTA 1, e que nada mudou desde então, apenas melhorando os... gráficos. Se voce pegar todos os GTA's e enfileirá-los no meio fio, vai perceber que os gráficos deram saltos quânticos. Mas o "roteiro" é o mesmo. Voce é um cara que precisa crescer no crime, e para isso voce vai cometendo crimes, e cumprindo missões, e completando mini-games. E no caminho voce pode, veja só, customizar o seu personagem, com tatuagens e roupas da hora. Da hora mesmo.

Certo.
Mas e daí? Temos um mapa imenso, um personagem customizável, uma qualidade gráfica extraordinária e progressiva, uma dublagem hollywoodiana (isso não foi um elogio) e dezenas e modelos realistas de veículos e modalidades diferentes de jogabilidade.
SÓ NÃO TEM A PORCARIA DE UM ROTEIRO!
Existe o quase ignorado The Godfather , que segue a mesmíssima fórmula "matar até subir de level", mas que pelo menos disfarça isso com um roteiro mais ou menos convincente.
Qual é! Sei que muita gente gosta de sair por ai fodendo geral e metralhando tudo, brincando de gato e rato com a policia, roubando Ferraris e atropelando pedestres. Sei que tem gente que gosta de roubar prostitutas porque esse tipo de jogo vende muito - e quando digo "muito", quero dizer "muito mesmo, à ponto de fazer o Playstation ficar popular no Brasil, que não tem dinheiro pra comprar videogames".
Claro que um jogo que vende zilhões não vai mudar a fórmula.
Mas ainda assim me deixa triste, pois até o mais mentecapto entre nós conseguiria pensar num plot mais original para um jogo que dispõe de tantos pixels à disposição.

Como ser um cristão de SUCESSO

Você que é um indivíduo cristão e benevolente que segue os preceitos dos ensinamentos de jesus e conhece de cor e salteado o que o "pastor/padre/qualquer pessoa com dialética boa e voz macia" diz, mas nunca se deu ao trabalho de ler a bíblia, não tem mais com o que se preocupar. Afinal, pra que ler a bíblia se existe o wikipedia e o Google. E tem aquela versãozinha charmosa do Cid Moreira, não é mesmo? Não se dê ao trabalho de ler uma obra enfadonha de mais de duas mil páginas. Já basta ter lido Senhor Dos Anéis, ok? Evite a fadiga. Você que é um cristão que sabe bem o valor de uma aparência na igreja, e tudo o que importa é o modo como as pessoas vêem voce, e o que dizem a respeito nos "grupos de oração", não é mesmo? Você que é muito orgulhoso da sua fé inabalável, mas ainda não sabe de algumas coisas essenciais. Não sabia, por exemplo, que além de possuir a salvação eterna, é importantíssimo que você também pareça possuí-la. O erro mais comum entre os cristãos fervorosos é o de conservar sua Bíblia como nova. Isso é péssimo para sua imagem cristã. É imprescindível que a Bíblia de todo devoto que se preze aparente ter sido lida diariamente. Mesmo que voce não fala a menor idéia do que esteja escrito em Levíticos 3:2 . Pra voce que como todo cristão saudável, vive de aparências e máscaras sociais sustentadas por um falso moralismo, aqui vão algumas dicas imprescindíveis para dar à sua Bíblia aquele lustro e aspecto de livro “bem lido”.
Passo 1 Em primeiro lugar, é claro, você acredita em Deus. Então por que não pedir uma ajudinha? Para tal, coloque suas mãos sobre a Bíblia e faça uma oração ao nosso senhor para que ele lhe ajude a ter sucesso no procedimento.
Passo 2 Agora, segure firmemente sua Bíblia com ambas as mãos e torça-a o para frente e para trás. Isso cria as marcas de dobra na capa, que são importantíssimas na aparência de sua Bíblia. Indivíduos mais avançados podem praticar essa técnica pressionando-a contra uma superfície rígida.
Passo 3 A próxima etapa consiste em bater repetidamente os cantos da Bíblia contra uma mesa. Isso cria aqueles :2“cantos amassados” que são de igual valor à aparência de sua Bíblia (caso haja dificuldade pode-se utilizar alicates).
Passo 4 O quarto passo é um pouco perigoso, mas como você é possuidor da mais inabalável fé, nada de errado poderá acontecer. Deve-se comprar um pilão, pois martelar a Bíblia diretamente não gera resultados satisfatórios. Posicione o pilão como mostrado na figura e martele-o por alguns minutos. Após o fim do processo sua Bíblia parecerá ter sido derrubada acidentalmente centenas de vezes, ou seja, parecerá que você a lê faz anos! Genial!
Passo 5 Finalmente, abra a Bíblia e folheie-a página por página. Antes, entretanto, faça exercícios aeróbicos e coma salgadinhos gordurosos para que fiquem bastantes resíduos impregnados às folhas. Isso é altamente importante para sua imagem… já pensou se alguém a pede emprestada e descobre que ela só parece usada por fora?
Sucesso! Parabéns! Agora você é possuidor de uma Bíblia que pode ser carregada com orgulho e distinção! Mas tome muito cuidado, porque se alguém a roubar, a ler e acreditar no que está escrito, Deus o perdoará pelo furto… e você nunca a terá de volta!

Agora que voce já está salvo do lago de fogo e das punições eternas do inferno, e principalmente, tem a cara mais boa do undo quem VAI PARA O CÉU SEM ESCALAS, você precisa ajudar a espalhar esse fascismo evangelho sagrado para todos que ainda não tiveram o privilégio de conhecer nosso Senhor soberano, amoroso e mimado Todo-Poderoso.

Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo.” (Mateus 28: 19-20)
ISSO MESMO, MANOLO! Não finja que não é com você. Essa vozinha imaginária na sua cabeça está convocando a tornar-se um missionário cristão! Aleluia por isso, pois terá a rara oportunidade de espalhar bondade pelo mundo e a Palavra de deus, ao invés de espalhar emprego e dignidade, que é o que as pessoas realmente precisam! Parabéns! Precisamos de voluntários para fortalecer nossa frente cristã que leva a verdadeira fé às pessoas da América do Sul, Ásia e África, além de outras partes bárbaras e ignorante do mundo que possuem o direito divino de serem escravizadas catequizadas. Muitas delas não têm consciência de que deveriam adorar Jesus Cristo, mas você deve perdoar a estupidez delas. Elas fazem coisas como sacrifícios humanos e outras barbaridades, coisas que Deus repudia. Esqueça aquela história do Abrãao com o filho dele. Aquilo foi só um mal entendido. Ah, ele sacrificou o próprio filho para nos salvar. Mas nesse caso tudo bem, já que o garotão tinha super poderes. Esses povos primitivos precisam seguir nossos dogmas e se sentir culpadas por não terem sido redimidas do pecado original. Ajude-nos abrir os olhos dessas pessoas que pensam conhecer felicidade sem Cristo!
Os cristãos, bons e justos por natureza, desde épocas remotas, já levavam a verdade ao Antigo Egito, desenhando cruzes por cima de seus hieróglifos. Tipo os manolos corinthianos fazem com o portão da sua casa, saca? Nós destruímos culturas sim, mas em nome de Deus e para o próprio bem dos povos! Eles não sabem o que é bom para eles, por que só nosso Deus é o caminho da salvação. Seu objetivo como missionário será viajar até países subdesenvolvidos do terceiro, quarto e quinto mundo e ensinar a seus habitantes sobre Cristo. Ajudá-los a esquecer suas culturas e tradições pagãs será o melhor que você poderá fazer por eles! Muitas tribos africanas nunca ouviram falar de Jesus! Viveram suas vidas independentemente por centenas de gerações! Um absurdo sem tamanho, veja só! Não podemos, como cristãos compassivos e conscientes da glória de Deus, permitir que isso continue! Precisamos dar um fim a essa barbárie! Sabemos que ninguém pode viver sem Cristo! (mesmo que eles tenham sobrevivido até agora...)
Faça-os abandonar seus modos tradicionais de vida! Vamos lá! É fácil! Destruindo apenas uma geração a cultura inteira se perde! Pense em toda a glória de Deus que você receberá em troca do seu puríssimo altruísmo!

O futuro da opressão cristã está em suas mãos, soldado!

O futuro da opressão cristã está em suas mãos, soldado!